Crise Asmática Pediátrica: Diagnóstico e Manejo Agudo

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2018

Enunciado

Cláudia, 4 anos, está com tosse seca há 1 dia, sem febre, apenas associada a dispneia. Ao exame físico, apresenta gemência e sibilos difusos e sua mãe apresenta diagnóstico gripal. Esta criança sempre tem episódios recorrentes de sibilância que pioram no outono e inverno. Perante o quadro descrito, trata-se de:

Alternativas

  1. A) Asma, realizar nebulização com B2-agonista de curta duração a cada 20 minutos por três vezes e se houver má resposta, manter nebulização contínua com B2 e realizar sulfato de magnésio.
  2. B) Bronquiolite, deve-se hidratar, realizar inalação com SF e oferecer oxigenioterapia.
  3. C) Bronquiolite, deve-se hidratar, realizar inalação com SF e nacl3% e oferecer oxigenioterapia.
  4. D) Asma, realizar nebulização com B2-agonista de curta duração a cada 20 minutos até três vezes e se houver boa resposta, manter as nebulizações a cada seis horas.

Pérola Clínica

Asma < 5 anos: sibilância recorrente + fatores de risco. Crise aguda → B2-agonista, considerar corticoide.

Resumo-Chave

Em crianças > 2 anos com histórico de sibilância recorrente, especialmente com gatilhos sazonais ou infecciosos, a hipótese principal é asma. O tratamento da crise aguda envolve broncodilatadores de curta ação e, se necessário, corticoides sistêmicos e outras terapias para casos graves.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de sibilância recorrente e hospitalização na pediatria. Sua prevalência varia, mas é uma condição de grande impacto na qualidade de vida infantil e familiar, exigindo manejo adequado para prevenir exacerbações e garantir o desenvolvimento pulmonar. A suspeita de asma em crianças menores de 5 anos é baseada em episódios recorrentes de sibilância, tosse e dispneia, especialmente se houver histórico familiar de atopia ou resposta a broncodilatadores. O diagnóstico é clínico, pois testes de função pulmonar são difíceis nessa faixa etária. Gatilhos comuns incluem infecções virais (como a gripe materna no caso), alérgenos e mudanças climáticas. O tratamento da crise asmática aguda visa aliviar a broncoconstrição e a inflamação. Broncodilatadores beta-2 agonistas de curta duração (ex: salbutamol) são a primeira linha, administrados por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador. Corticosteroides sistêmicos são indicados para crises moderadas a graves. Em casos de má resposta, o sulfato de magnésio intravenoso pode ser considerado como terapia adjuvante devido ao seu efeito broncodilatador.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar asma em crianças pequenas?

O diagnóstico de asma em crianças menores de 5 anos é clínico, baseado em episódios recorrentes de sibilância, tosse e dispneia, especialmente se houver histórico familiar de atopia, resposta a broncodilatadores e exclusão de outras causas de sibilância.

Qual a conduta inicial para uma crise asmática moderada em pediatria?

A conduta inicial para uma crise asmática moderada inclui a administração de broncodilatadores beta-2 agonistas de curta duração (ex: salbutamol) por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador, e corticosteroides sistêmicos (oral ou IV) para reduzir a inflamação.

Quando considerar o uso de sulfato de magnésio na crise asmática pediátrica?

O sulfato de magnésio intravenoso é considerado como terapia adjuvante em crises asmáticas graves que não respondem adequadamente ao tratamento inicial com beta-2 agonistas e corticosteroides, devido ao seu efeito broncodilatador.

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