HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Uma menina de 5 anos com antecedente de asma chegou ao PS Infantil (PSI) por crise asmática moderada, com história de tosse e coriza há um dia seguido de piora da tosse, chiado no peito e dispneia no dia seguinte; sem febre nesse período todo. Teve sucesso parcial às condutas adotadas pela equipe de plantonistas do PSI: ciclo de salbutamol associada a corticoterapia sistêmica por via oral. Utiliza beclometasona 200mcg duas vezes ao dia. Chegou n enfermaria em BEG, dispneica moderada (FR 28), com tiragem subdiafragmática leve, oximetria de pulso 88%, MV reduzidos com leve expiração prolongada e sibilos intensos bilateralmente e simétricos. Assinale a alternativa com a melhor prescrição (peso: 20kg; SF = soro fisiológico).
Crise asmática moderada com hipoxemia → O2, broncodilatador frequente, corticoide sistêmico VO.
No manejo da crise asmática moderada em crianças, a prioridade é reverter a broncoconstrição e a inflamação. Isso se faz com broncodilatadores de curta ação (salbutamol) em doses adequadas e frequentes, corticoide sistêmico (prednisolona oral) para reduzir a inflamação, e oxigenoterapia se houver hipoxemia.
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, e as exacerbações agudas são frequentes, exigindo manejo rápido e eficaz. A classificação da gravidade da crise asmática é fundamental para guiar a conduta terapêutica, sendo a crise moderada caracterizada por dispneia, tosse, sibilos, uso de musculatura acessória e, frequentemente, hipoxemia (saturação de oxigênio < 94%). O tratamento da crise asmática moderada em crianças envolve três pilares principais: broncodilatadores de curta ação (como o salbutamol), corticoides sistêmicos e oxigenoterapia. O salbutamol deve ser administrado de forma inalatória, em doses adequadas para a idade e peso, e com frequência aumentada (a cada 2-4 horas, ou até mais frequentemente no início). Os corticoides sistêmicos, como a prednisolona oral, são essenciais para reduzir a inflamação das vias aéreas e devem ser iniciados precocemente. A oxigenoterapia é indicada para qualquer criança com hipoxemia, visando manter a saturação acima de 94%. É crucial que os residentes dominem a avaliação e o tratamento dessas crises, pois a falha no manejo adequado pode levar à progressão para quadros graves. Além disso, a manutenção da terapia de controle com corticoides inalatórios, mesmo durante a crise, é importante para o controle a longo prazo da doença.
Sinais de crise asmática moderada incluem dispneia, tosse, sibilos audíveis, uso de musculatura acessória leve a moderada, dificuldade para falar frases completas e saturação de oxigênio entre 90-94%.
A conduta inicial inclui oxigenoterapia para manter saturação >94%, broncodilatador de curta ação (ex: salbutamol) de forma frequente e corticoide sistêmico (oral ou IV) para reduzir a inflamação.
O corticoide inalatório deve ser mantido durante a exacerbação para continuar o controle da inflamação crônica das vias aéreas e prevenir a recorrência da crise, complementando a ação do corticoide sistêmico.
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