Crise Asmática Moderada em Crianças: Manejo Essencial

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Uma menina de 5 anos com antecedente de asma chegou ao PS Infantil (PSI) por crise asmática moderada, com história de tosse e coriza há um dia seguido de piora da tosse, chiado no peito e dispneia no dia seguinte; sem febre nesse período todo. Teve sucesso parcial às condutas adotadas pela equipe de plantonistas do PSI: ciclo de salbutamol associada a corticoterapia sistêmica por via oral. Utiliza beclometasona 200mcg duas vezes ao dia. Chegou n enfermaria em BEG, dispneica moderada (FR 28), com tiragem subdiafragmática leve, oximetria de pulso 88%, MV reduzidos com leve expiração prolongada e sibilos intensos bilateralmente e simétricos. Assinale a alternativa com a melhor prescrição (peso: 20kg; SF = soro fisiológico).

Alternativas

  1. A) Dieta geral hipoalergênica, hidrocortisona intramuscular, salbutamol endovenoso 0,2 mcg/Kg/minuto, Nebulização de oxigênio em máscara.
  2. B) Dieta geral para a idade, prednisolona por via oral 20 mg de 12 em 12 horas, salbutamol 400mcg de 3 em 3 horas, beclometasona 200mcg de 12 em 12 horas e cateter nasal de oxigênio 1L/minuto.
  3. C) Dieta geral, prednisolona 20 mg via oral de 12 em 12 horas, salbutamol 200mcg inalatório de 2 / 2 horas e beclometasona 200mcg inalatório de 12 em 12 horas. Cateter nasal 1 Litro por minuto.
  4. D) Dieta pastosa hipoalergênica, metilprednisolona 14 mg oral, fenoterol 3 gotas com 5 mL de SF inalatório de 8 em 8 horas e beclometasona 200mcg inalatório de 12 em 12 horas. Máscara Venturi de 50%.

Pérola Clínica

Crise asmática moderada com hipoxemia → O2, broncodilatador frequente, corticoide sistêmico VO.

Resumo-Chave

No manejo da crise asmática moderada em crianças, a prioridade é reverter a broncoconstrição e a inflamação. Isso se faz com broncodilatadores de curta ação (salbutamol) em doses adequadas e frequentes, corticoide sistêmico (prednisolona oral) para reduzir a inflamação, e oxigenoterapia se houver hipoxemia.

Contexto Educacional

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, e as exacerbações agudas são frequentes, exigindo manejo rápido e eficaz. A classificação da gravidade da crise asmática é fundamental para guiar a conduta terapêutica, sendo a crise moderada caracterizada por dispneia, tosse, sibilos, uso de musculatura acessória e, frequentemente, hipoxemia (saturação de oxigênio < 94%). O tratamento da crise asmática moderada em crianças envolve três pilares principais: broncodilatadores de curta ação (como o salbutamol), corticoides sistêmicos e oxigenoterapia. O salbutamol deve ser administrado de forma inalatória, em doses adequadas para a idade e peso, e com frequência aumentada (a cada 2-4 horas, ou até mais frequentemente no início). Os corticoides sistêmicos, como a prednisolona oral, são essenciais para reduzir a inflamação das vias aéreas e devem ser iniciados precocemente. A oxigenoterapia é indicada para qualquer criança com hipoxemia, visando manter a saturação acima de 94%. É crucial que os residentes dominem a avaliação e o tratamento dessas crises, pois a falha no manejo adequado pode levar à progressão para quadros graves. Além disso, a manutenção da terapia de controle com corticoides inalatórios, mesmo durante a crise, é importante para o controle a longo prazo da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma crise asmática moderada em crianças?

Sinais de crise asmática moderada incluem dispneia, tosse, sibilos audíveis, uso de musculatura acessória leve a moderada, dificuldade para falar frases completas e saturação de oxigênio entre 90-94%.

Qual a conduta inicial para uma criança com crise asmática moderada e hipoxemia?

A conduta inicial inclui oxigenoterapia para manter saturação >94%, broncodilatador de curta ação (ex: salbutamol) de forma frequente e corticoide sistêmico (oral ou IV) para reduzir a inflamação.

Por que é importante manter o corticoide inalatório durante uma exacerbação de asma?

O corticoide inalatório deve ser mantido durante a exacerbação para continuar o controle da inflamação crônica das vias aéreas e prevenir a recorrência da crise, complementando a ação do corticoide sistêmico.

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