Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Caso clínico 1A9-IUm menino de nove anos de idade foi levado à emergência de um hospital por sua mãe devido a crise de asma iniciada havia dois dias. Conforme a mãe, o menino tinha crises desde os quatro anos de idade, tendo chegado a fazer mais de três episódios ao mês. No último ano, teve de ser levado várias vezes ao pronto--socorro, mas não fazia nenhum tratamento preventivo. Ao exame físico, apresentava-se agitado, falando pouco, frequência respiratória de 36 irpm; frequência cardíaca de 120 bpm; SaO2 = 90%. À ausculta pulmonar, apresentava sibilância moderada e disseminada em todo o tórax.Assinale a opção correta quanto à conduta e à orientação na avaliação da alta hospitalar no caso clínico 1A9-I.
Crise asmática grave: alta com corticoide oral + SABA por 5-7 dias, iniciar CI e encaminhar atenção primária.
Paciente com crise asmática grave, sem tratamento preventivo e com histórico de exacerbações frequentes, necessita de alta com corticoide oral para reduzir a inflamação, salbutamol para broncodilatação, e início de corticoide inalatório para controle a longo prazo, além de encaminhamento para acompanhamento contínuo na atenção primária.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. Em crianças, as crises asmáticas são uma causa comum de atendimento de emergência. O caso descreve um menino com asma não controlada, evidenciado pela frequência de crises e ausência de tratamento preventivo, apresentando uma crise grave com sinais de desconforto respiratório significativo. O manejo inicial da crise asmática na emergência envolve a administração de broncodilatadores de curta ação (SABA), como o salbutamol, e corticosteroides sistêmicos. A avaliação da gravidade é crucial para guiar a conduta. Na alta hospitalar, é imperativo garantir que o paciente receba um plano de tratamento abrangente para prevenir futuras exacerbações. A conduta na alta para um paciente com crise asmática grave e asma não controlada deve incluir um curso de corticoide oral (geralmente por 5-7 dias) para consolidar a melhora da inflamação, broncodilatador de resgate (salbutamol) e, fundamentalmente, o início ou ajuste do corticoide inalatório (CI) como tratamento de controle a longo prazo. Além disso, o encaminhamento para acompanhamento regular na atenção primária é essencial para educação do paciente e família, monitoramento da adesão e ajuste do plano de tratamento. A radiografia de tórax não é rotineiramente indicada em crises asmáticas não complicadas. A saturação de oxigênio para alta deve ser >94% em ar ambiente.
Sinais de gravidade incluem agitação, dificuldade para falar, taquipneia, taquicardia, sibilância intensa, uso de musculatura acessória, cianose e saturação de oxigênio abaixo de 92-94%.
O corticoide oral, como a prednisona, é fundamental na alta para reduzir a inflamação das vias aéreas de forma sistêmica, prevenindo a recorrência precoce da crise e melhorando a resposta aos broncodilatadores.
O corticoide inalatório é a medicação de controle mais eficaz para a asma, pois atua diretamente nas vias aéreas, reduzindo a inflamação crônica e a hiperresponsividade brônquica, prevenindo crises futuras.
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