Crise Asmática Infantil: Manejo na Emergência Pediátrica

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2019

Enunciado

Criança de 8 anos é levado ao pronto-socorro infantil em crise asmática, iniciada na noite anterior. A mãe informa que a criança está apresentando cansaço respiratório, chiado, tosse e vômitos persistentes. Ao exame físico, encontra-se lúcido, orientado, acianótico, Tax = 36,8ºC; FR = 39 ipm; FC = 119 bpm; SatO2 em ar ambiente = 90%, dispneia moderada com retrações intercostais e sibilos expiratórios. Qual tratamento indicado para o caso clínico acima?

Alternativas

  1. A) Corticoterapia via oral e aminofilina intravenosa.
  2. B) Aminofilina intravenosa e corticoterapia via intravenosa.
  3. C) Corticoterapia intravenosa e broncodilatador de longa ação inalatório.
  4. D) Anticolinérgico (Atrovent) via inalatória e broncodilatador de longa ação inalatório.
  5. E) B2 agonista de ação curta via inalatória e corticoterapia intravenosa.

Pérola Clínica

Crise asmática moderada-grave em criança (SatO2 <92%, dispneia, retrações) → B2 agonista de curta ação inalatório + corticoide sistêmico.

Resumo-Chave

Uma criança com crise asmática moderada a grave, evidenciada por SatO2 de 90%, dispneia moderada, retrações intercostais e sibilos, necessita de tratamento rápido e eficaz. A terapia inicial inclui broncodilatadores de curta ação (B2 agonistas) por via inalatória e corticoterapia sistêmica (oral ou intravenosa) para reduzir a inflamação das vias aéreas.

Contexto Educacional

A crise asmática em crianças é uma emergência pediátrica comum que exige reconhecimento rápido e tratamento eficaz para prevenir complicações. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as crises são episódios de exacerbação caracterizados por broncoespasmo, edema da mucosa e hipersecreção de muco. A avaliação da gravidade é crucial, baseando-se em parâmetros como frequência respiratória e cardíaca, saturação de oxigênio, uso de musculatura acessória e nível de consciência. O tratamento da crise asmática moderada a grave em crianças envolve duas classes principais de medicamentos: broncodilatadores e corticoides. Os broncodilatadores de curta ação (agonistas beta-2 de curta ação, como o salbutamol) são a primeira linha para alívio rápido do broncoespasmo, administrados por via inalatória. Eles agem relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, melhorando o fluxo de ar. Simultaneamente, a corticoterapia sistêmica (oral ou intravenosa, como a prednisolona ou metilprednisolona) deve ser iniciada precocemente. Embora seus efeitos demorem algumas horas para se manifestar, os corticoides são essenciais para reduzir a inflamação subjacente, diminuir o edema e a produção de muco, prevenindo a progressão da crise e o risco de recaídas. A oxigenoterapia também é indicada para manter a saturação de oxigênio acima de 92-94%.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade de uma crise asmática em crianças?

Sinais de gravidade incluem dispneia intensa, taquipneia, uso de musculatura acessória, retrações intercostais, cianose, SatO2 < 92%, alteração do nível de consciência e ausência de sibilos (sinal de obstrução grave).

Qual a diferença entre broncodilatadores de curta e longa ação na asma?

Broncodilatadores de curta ação (SABA, como salbutamol) são usados para alívio rápido dos sintomas em crises. Broncodilatadores de longa ação (LABA) são para controle de manutenção e não devem ser usados em crises agudas.

Por que a corticoterapia sistêmica é importante na crise asmática?

Os corticoides sistêmicos (oral ou IV) são fundamentais para reduzir a inflamação das vias aéreas, que é a base da asma. Eles agem mais lentamente que os broncodilatadores, mas previnem a progressão da crise e reduzem o risco de recaídas.

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