HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020
Escolar, seis anos, asmático, é levado ao serviço de urgência com falta de ar, tosse seca e aperto no peito há um dia. Exame físico: consciente, responsivo, calmo, dispneia e tiragem intercostal leves, FR: 30 irpm, síbilos expiratórios difusos à ausculta pulmonar. Sat 02: 96%. Recebeu três doses de beta 2 agonista inalado a cada 20 minutos e após uma hora mantinha a mesma FR, com melhora discreta dos sibilos e da dispneia, com Sat O2: 94%. A conduta adequada é adicionar:
Crise asmática moderada/grave pós-beta2 → Adicionar corticoide sistêmico + O2 + manter beta2.
Em uma crise asmática pediátrica que não responde completamente a doses iniciais de beta-2 agonista, a adição de corticosteroide sistêmico é crucial para reduzir a inflamação e prevenir a progressão da crise, enquanto a oxigenoterapia e a manutenção do broncodilatador são essenciais.
O manejo da crise asmática em crianças é um desafio comum na emergência pediátrica. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as crises são caracterizadas por broncoespasmo, edema e hipersecreção de muco. O tratamento inicial visa reverter o broncoespasmo e reduzir a inflamação. Os beta-2 agonistas de curta ação (SABA), como o salbutamol, são a primeira linha para o alívio rápido do broncoespasmo. Eles devem ser administrados em doses repetidas. No entanto, se após 3 doses o paciente apresentar apenas melhora discreta, ou se a crise for moderada a grave (como indicado por FR elevada, sibilos difusos e Sat O2 < 95%), é imperativo adicionar um corticosteroide sistêmico. O corticosteroide sistêmico (prednisolona oral ou metilprednisolona IV) atua na inflamação subjacente e leva algumas horas para fazer efeito, mas é crucial para evitar a progressão da crise. A oxigenoterapia é indicada para manter a saturação de oxigênio acima de 94%. O brometo de ipratrópio pode ser adicionado em crises graves, mas não é a próxima etapa imediata após a falha parcial do beta-2 agonista e antes do corticoide sistêmico. A reavaliação contínua é fundamental.
Sinais incluem dispneia, tosse, sibilos, tiragem intercostal leve a moderada, frequência respiratória elevada para a idade e saturação de oxigênio entre 90-95% em ar ambiente.
O corticosteroide sistêmico (oral ou intravenoso) atua reduzindo a inflamação das vias aéreas, que é um componente chave da asma, ajudando a melhorar a resposta aos broncodilatadores e a prevenir a recorrência da crise.
A hospitalização é considerada se houver falta de resposta ao tratamento inicial na emergência, sinais de gravidade persistentes (ex: exaustão, cianose, hipoxemia grave), ou fatores de risco para asma grave.
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