UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2020
Escolar de 7 anos apresenta tosse seca há 1 dia com piora nas últimas 3 horas da tosse com associação de falta de ar importante. Mãe relata que a criança já havia apresentado quadro semelhante no ano passado, no inverno. Ao exame físico o escolar se encontra agitado, acianótico, falando frases incompletas; ausculta pulmonar apresenta murmúrio vesicular diminuído globalmente com sibilos inspiratórios e expiratórios difusos por todo tórax e tiragens subcostais e de fúrcula esternal (FR: 46 ipm; FC: 120 bpm). A primeira medicação que deverá ser realizada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), após ofertar oxigênio:
Crise asmática moderada/grave em escolar → Beta2-agonista inalatório é a primeira medicação após oxigênio para broncodilatação rápida.
O paciente apresenta uma crise asmática moderada a grave, com história prévia, dispneia, sibilos difusos e sinais de esforço respiratório. Após ofertar oxigênio, a primeira e mais importante medicação a ser administrada é o beta2-agonista de curta ação (SABA) por via inalatória, para promover a broncodilatação rápida e aliviar o broncoespasmo.
A crise asmática em crianças é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco, levando a dispneia, tosse e sibilos. É uma emergência pediátrica comum que exige reconhecimento rápido e tratamento eficaz para prevenir a progressão para insuficiência respiratória. A avaliação da gravidade da crise é fundamental para guiar o manejo, observando a frequência respiratória, frequência cardíaca, uso de musculatura acessória, nível de consciência e capacidade de fala. O manejo inicial na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) começa com a avaliação da oxigenação e, se necessário, a oferta de oxigênio para manter a saturação acima de 92-94%. A pedra angular do tratamento é a administração de beta2-agonistas de curta ação (SABA), como o salbutamol, por via inalatória. Estes medicamentos promovem a broncodilatação rápida e são a primeira linha de tratamento para aliviar o broncoespasmo. Devem ser administrados precocemente e repetidamente, conforme a resposta clínica. Além dos SABAs, o uso de corticosteroides sistêmicos (oral ou intravenoso) é crucial para reduzir a inflamação das vias aéreas e deve ser iniciado o mais cedo possível em crises moderadas a graves. O brometo de ipratrópio, um anticolinérgico, pode ser adicionado aos SABAs em crises moderadas a graves para um efeito broncodilatador aditivo. O sulfato de magnésio intravenoso é uma opção para crises graves refratárias, enquanto a aminofilina é reservada para casos muito graves e refratários, devido aos seus potenciais efeitos adversos e evidências limitadas de benefício superior.
Sinais de gravidade incluem taquipneia, taquicardia, uso de musculatura acessória (tiragens subcostais, intercostais, de fúrcula), sibilos intensos ou ausência de sibilos (sinal de mau prognóstico), agitação, dificuldade para falar frases completas, cianose e alteração do nível de consciência.
Após a oferta de oxigênio, a primeira medicação é o beta2-agonista de curta ação (SABA), como o salbutamol ou fenoterol, administrado por via inalatória (nebulização ou espaçador). Ele age rapidamente promovendo a broncodilatação e aliviando o broncoespasmo.
O sulfato de magnésio intravenoso é indicado para crises asmáticas graves que não respondem adequadamente ao tratamento inicial com SABA e corticosteroide sistêmico. A aminofilina intravenosa é reservada para casos de crise asmática muito grave e refratária, devido ao seu perfil de efeitos adversos e menor eficácia em comparação com outras terapias.
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