HIVS - Hospital Infantil Varela Santiago (RN) — Prova 2015
Pré-escolar de quatro anos de idade é trazida ao Pronto Atendimento com cansaço e sibilância há 01 dia. Possui antecedentes de crises semelhantes. Ao exame: vigil, 52 irpm e frequência cardíaca de 145 bpm; retração subcostal, sibilos expiratórios difusos e saturação periférica de oxigênio de 89% (no oxímetro de pulso). A primeira conduta consiste em:
Crise asmática grave com SatO2 < 90% → priorizar oxigenoterapia antes de broncodilatador.
Em crianças com crise asmática e hipoxemia (SatO2 < 90%), a primeira conduta é sempre a suplementação de oxigênio para corrigir a hipoxemia e garantir oxigenação tecidual adequada, antes mesmo da administração de broncodilatadores.
A crise asmática pediátrica é uma das emergências respiratórias mais comuns na infância, exigindo reconhecimento rápido e manejo adequado. Caracteriza-se por broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco, levando a sibilância, tosse e desconforto respiratório. A avaliação da gravidade é fundamental para guiar a terapêutica, sendo a saturação periférica de oxigênio um dos principais parâmetros. A fisiopatologia da asma envolve uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas, que se exacerba durante as crises, resultando em obstrução do fluxo aéreo. A hipoxemia ocorre devido à má ventilação/perfusão (V/Q) e pode ser um sinal de gravidade. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sibilância recorrente e resposta a broncodilatadores. O tratamento da crise asmática grave inicia-se com a correção da hipoxemia através da oxigenoterapia, seguida pela administração de beta-2 agonistas de curta ação (salbutamol) e corticoides sistêmicos (prednisolona ou metilprednisolona) para reduzir a inflamação. A reavaliação contínua da resposta ao tratamento é essencial para escalonar ou desescalonar a terapia.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, retração subcostal e intercostal, batimento de asa de nariz, cianose, alteração do nível de consciência e saturação de oxigênio abaixo de 90%.
A conduta inicial é a suplementação de oxigênio para manter a saturação acima de 92-94%, seguida da administração de beta-2 agonistas inalatórios e corticoides sistêmicos.
A oxigenoterapia é crucial para reverter a hipoxemia, que pode levar a danos orgânicos e piora do quadro clínico, garantindo a oferta de oxigênio aos tecidos vitais.
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