Crise Asmática Pediátrica: Manejo na Emergência

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023

Enunciado

Hugo, 7 anos, foi atendido na emergência pediátrica com quadro de tosse persistente há 12h, com piora nas últimas 6h. Está gripado há 2 dias. Nega febre. Ao exame físico: Ausculta respiratória com sibilos bilaterais, tiragem intercostal, tempo expiratório prolongado. FR: 40ipm; Saturação O₂ de 96% em ar ambiente. Fez corticoide oral em casa antes da chegada na emergência. Após a primeira hora de atendimento em que foi realizada b2 adrenérgico – 20/20 minutos – 3x (spray), ele persiste praticamente com a mesma clínica, porém sem piora. A conduta a ser adotada agora é a seguinte:

Alternativas

  1. A) Repetir ciclo de b2 adrenérgico.
  2. B) Metilprednisolona.
  3. C) Corticoide inalatório.
  4. D) Sulfato de magnésio.
  5. E) Xantina venosa

Pérola Clínica

Crise asmática moderada com resposta parcial a b2 agonista → repetir ciclo de b2 agonista e avaliar corticoide sistêmico.

Resumo-Chave

Em uma crise asmática moderada em criança, após um ciclo inicial de beta-2 agonistas com resposta parcial (sem piora, mas com sintomas persistentes), a conduta é geralmente repetir o ciclo de broncodilatadores. O corticoide sistêmico já foi administrado em casa, mas a manutenção da broncodilatação é fundamental.

Contexto Educacional

A crise asmática pediátrica é uma das principais causas de atendimento em emergências. É caracterizada por um episódio agudo ou subagudo de piora progressiva da tosse, dispneia, sibilos e opressão torácica, resultante de broncoespasmo, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco. A identificação precoce da gravidade e o manejo adequado são cruciais para evitar desfechos desfavoráveis. O tratamento inicial da crise asmática envolve a administração de beta-2 agonistas de curta ação (como salbutamol) por via inalatória, que promovem broncodilatação rápida. Em crises moderadas a graves, os corticosteroides sistêmicos (orais ou intravenosos) são essenciais para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir a recorrência. A oxigenoterapia é indicada para manter a saturação de oxigênio acima de 92-94%. A avaliação da resposta ao tratamento é contínua. Se o paciente apresentar melhora parcial após o ciclo inicial de broncodilatadores, a conduta é repetir as doses. A escalada terapêutica para sulfato de magnésio intravenoso ou xantinas é reservada para crises graves ou refratárias que não respondem às medidas iniciais. É importante monitorar a frequência respiratória, saturação de oxigênio e o nível de esforço respiratório para guiar as decisões terapêuticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma crise asmática moderada em crianças?

Sinais incluem taquipneia, sibilos audíveis, tiragem intercostal leve a moderada, saturação de oxigênio entre 90-95% e resposta parcial aos broncodilatadores.

Qual o papel dos beta-2 agonistas no tratamento da crise asmática?

Os beta-2 agonistas de curta ação são a primeira linha de tratamento para a broncodilatação rápida, aliviando o broncoespasmo. Devem ser administrados de forma intermitente ou contínua, dependendo da gravidade.

Quando considerar o uso de sulfato de magnésio ou xantinas venosas na crise asmática?

Sulfato de magnésio e xantinas venosas são terapias de resgate para crises asmáticas graves ou refratárias que não respondem ao tratamento inicial com beta-2 agonistas e corticosteroides sistêmicos.

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