FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2016
Um paciente de 12 anos de idade é levado ao Pronto-Socorro infantil por desconforto respiratório iniciado há cerca de 3 horas. Ao exame, apresenta-se com murmúrio vesicular diminuído bilateralmente, tiragem intercostal e retração de fúrcula, saturação de oxigênio de 87%, frequência respiratória de 67 irpm. Assinale a alternativa que apresenta CORRETA e RESPECTIVAMENTE a hipótese diagnóstica e a conduta a ser instituída.
Crise asmática grave em criança com hipoxemia → O2, beta-adrenérgico inalatório e corticoide sistêmico.
Um paciente pediátrico com desconforto respiratório grave, hipoxemia (SatO2 < 90%) e sinais de esforço respiratório (tiragem, retração) indica uma crise asmática grave. A conduta inicial inclui oxigenoterapia, broncodilatadores inalatórios (beta-adrenérgicos) e corticoide sistêmico para reduzir a inflamação e o broncoespasmo.
A crise asmática é uma emergência pediátrica comum, caracterizada por broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco, levando a desconforto respiratório. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer rapidamente os sinais de gravidade, como taquipneia, tiragem, retração de fúrcula e hipoxemia, para instituir o tratamento adequado e prevenir desfechos adversos. A fisiopatologia envolve a hiperresponsividade brônquica e a inflamação das vias aéreas, que se exacerbam durante uma crise. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. A avaliação da saturação de oxigênio é fundamental para determinar a necessidade de suplementação. A ausculta pulmonar pode revelar sibilos, mas em crises muito graves, o murmúrio vesicular pode estar diminuído devido à obstrução severa, um sinal de alerta. O tratamento de uma crise asmática grave inclui oxigenoterapia para corrigir a hipoxemia, broncodilatadores beta-adrenérgicos de curta ação (como salbutamol) para reverter o broncoespasmo, e corticosteroides sistêmicos (prednisona oral ou metilprednisolona intravenosa) para reduzir a inflamação. A monitorização contínua e a reavaliação da resposta ao tratamento são essenciais, podendo ser necessários tratamentos adicionais como sulfato de magnésio ou ventilação não invasiva/invasiva em casos refratários.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragem intercostal e de fúrcula, batimento de asas nasais, cianose, SatO2 < 90%, diminuição do murmúrio vesicular e alteração do nível de consciência. A presença desses sinais exige intervenção imediata.
A conduta inicial envolve a suplementação de oxigênio para manter SatO2 > 92-95%, administração de beta-adrenérgicos de curta ação por via inalatória (ex: salbutamol) e corticoide sistêmico (oral ou intravenoso) para controlar a inflamação.
O corticoide sistêmico possui um início de ação mais rápido e uma distribuição mais ampla, sendo mais eficaz para reduzir a inflamação generalizada das vias aéreas em crises agudas e graves. O corticoide inalatório é mais indicado para o controle de longo prazo e prevenção de crises.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo