UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
A crise asmática (exacerbação) é uma das emergências mais comuns nos serviços de emergências pediátricas. Considerando o manejo atual de tratamento da crise asmática, assinale a alternativa correta.
Crise asmática grave: SABA + corticoide sistêmico são pilares; adrenalina reservada para casos refratários ou anafilaxia.
O manejo da crise asmática pediátrica foca em broncodilatadores beta-2 agonistas de curta ação (SABA) e corticosteroides sistêmicos. A adrenalina, embora um broncodilatador potente, não é de primeira linha devido aos efeitos colaterais e é reservada para situações específicas de asma grave refratária ou suspeita de anafilaxia.
A crise asmática é uma das emergências pediátricas mais frequentes, exigindo manejo rápido e eficaz para prevenir complicações. Compreender a fisiopatologia da broncoconstrição e inflamação é crucial para guiar o tratamento, que visa aliviar o broncoespasmo e reduzir a inflamação das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sibilância e dispneia, e a avaliação da gravidade é fundamental para determinar a conduta. Sinais como taquipneia, uso de musculatura acessória, sibilância audível e saturação de oxigênio são importantes. A hipoxemia deve ser corrigida com oxigenoterapia. O tratamento inicial inclui broncodilatadores inalatórios (SABA) e corticosteroides sistêmicos. O sulfato de magnésio pode ser adicionado em crises graves. A aminofilina e a adrenalina têm indicações mais restritas devido aos seus perfis de efeitos adversos, sendo a adrenalina geralmente reservada para casos refratários ou com suspeita de anafilaxia. Residentes devem dominar o algoritmo de tratamento para garantir a segurança do paciente.
Os pilares são os broncodilatadores beta-2 agonistas de curta ação (SABA), como o salbutamol, e os corticosteroides sistêmicos (oral ou intravenoso), que reduzem a inflamação.
O sulfato de magnésio é indicado em exacerbações graves que não respondem à terapia inicial com SABA e corticosteroides, atuando como broncodilatador e anti-inflamatório.
A adrenalina não é de primeira linha devido aos seus efeitos colaterais cardiovasculares (taquicardia, arritmias) e é reservada para crises muito graves e refratárias ou quando há suspeita de anafilaxia concomitante.
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