INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma criança com 8 anos chega, com sua mãe, à unidade de saúde da família com queixa de dispneia e sibilância há cerca de 2 horas. A criança tem histórico de asma, em acompanhamento na unidade, fazendo uso de beclometasona 200 mcg por dia. Quando questionada sobre o controle das crises da criança, a mãe refere que vinha usando salbutamol 100 mcg, 3 a 4 vezes por semana, devido a quadros de tosse seca e discreto desconforto respiratório. Relata que, hoje, porém, mesmo após 2 puffs de salbutamol, os sintomas apresentados pela criança estavam mais intensos e persistentes. A criança demonstra desconforto e agitação, com fala entrecortada, frequência respiratória de 32 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto, saturação de O2 de 89% em ar ambiente, sibilos difusos e tiragem intercostal.Nesse caso, as condutas médicas para o controle da crise e para o tratamento de manutenção contra a asma devem ser, respectivamente,
Crise asmática grave (criança): O2, SABA 6 puffs + Ipratrópio, corticoide oral (Prednisolona 1-2 mg/kg). Manutenção: ↑ Beclometasona + LABA.
A criança apresenta uma crise asmática moderada/grave, exigindo oxigenoterapia para manter saturação adequada, broncodilatadores de curta ação em alta dose (salbutamol) associados a anticolinérgicos (brometo de ipratrópio) e corticoide sistêmico. O tratamento de manutenção deve ser escalonado, adicionando um agonista beta-2 de longa duração ao corticoide inalatório.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. O manejo adequado envolve tanto o tratamento das exacerbações agudas (crises) quanto a terapia de manutenção para controle da inflamação e prevenção de futuras crises. A identificação da gravidade da crise e a resposta rápida são cruciais para evitar desfechos adversos. Em uma crise asmática moderada a grave, como a descrita, a conduta inicial deve focar na oxigenação e broncodilatação. É imperativo iniciar oxigenoterapia para manter a saturação de O2 entre 94-98%, administrar beta-2 agonistas de curta duração (SABA) em doses elevadas e repetidas (ex: 6 puffs de salbutamol a cada 20 minutos), e associar brometo de ipratrópio para potencializar a broncodilatação. O corticoide sistêmico (prednisolona 1-2 mg/kg/dia) deve ser administrado precocemente para reduzir a inflamação e prevenir a progressão da crise. Para o tratamento de manutenção da asma persistente, se a criança já usa corticoide inalatório (CI) e ainda apresenta crises frequentes ou sintomas descontrolados, é necessário escalonar a terapia. Isso geralmente envolve aumentar a dose do CI e/ou adicionar um agonista beta-2 de longa duração (LABA) ao regime, conforme as diretrizes atuais. O corticoide oral, após a crise, deve ser mantido por um período curto (3 a 5 dias) para consolidar a melhora.
Sinais incluem dispneia, sibilância, fala entrecortada, agitação, tiragem intercostal, frequência respiratória e cardíaca elevadas, e saturação de O2 abaixo de 94%.
Fornecer oxigênio para manter saturação entre 94-98%, administrar beta-2 agonista de curta duração (SABA) em doses repetidas, associar brometo de ipratrópio e iniciar corticoide oral sistêmico.
Se a asma não estiver controlada com corticoide inalatório em dose baixa/média, deve-se aumentar a dose do corticoide inalatório e/ou associar um agonista beta-2 de longa duração (LABA).
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