Crise Asmática Grave Pediátrica: Manejo no PA

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021

Enunciado

Mãe traz sua filha de 4 anos (já em acompanhamento ambulatorial com pneumologia por asma brônquica) ao Pronto Atendimento pela manhã após ter passado a noite com tosse e falta de ar. Ao exame evidente desconforto respiratório, saturando 90% em ar ambiente, sibilos difusos à ausculta, tiragem intercostal e batimento de asa nasal. Qual conduta a ser tomada referente a esse paciente? I) Ofertar O₂ em cateter nasal; II) Dexclorferinamina em solução oral; III) Ofertar O₂ em máscara não reinalante e 3 ciclos inalatórios de beta-agonistas de ação curta. Assinale a alternativa correta para esse caso:

Alternativas

  1. A) Somente I está correta.
  2. B) Somente II está correta.
  3. C) Somente III está correta.
  4. D) Todas estão corretas.

Pérola Clínica

Crise asmática grave pediátrica: O₂ suplementar (máscara não reinalante) + beta-agonista de curta ação.

Resumo-Chave

A criança apresenta sinais de crise asmática grave (desconforto respiratório, saturação 90%, sibilos difusos, tiragem, batimento de asa nasal). A conduta inicial correta envolve oxigenoterapia agressiva (máscara não reinalante) para manter saturação >94% e broncodilatação rápida com beta-agonistas de curta ação.

Contexto Educacional

A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. As crises asmáticas são episódios agudos de piora dos sintomas, como tosse, sibilância, dispneia e opressão torácica, que podem variar de leves a graves e exigem intervenção rápida. O reconhecimento da gravidade é crucial para um manejo adequado e para prevenir desfechos adversos. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoconstrição, edema da mucosa e hipersecreção de muco, levando à obstrução do fluxo aéreo. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e sinais de desconforto respiratório. A saturação de oxigênio é um indicador importante da gravidade da hipoxemia. Uma criança com desconforto respiratório evidente, sibilos difusos, tiragem intercostal, batimento de asa nasal e saturação de 90% em ar ambiente está em uma crise asmática grave. O tratamento de uma crise asmática grave em crianças no pronto atendimento foca na reversão da broncoconstrição e na correção da hipoxemia. Isso inclui a oferta de oxigênio suplementar, preferencialmente por máscara não reinalante em casos de hipoxemia significativa, para manter a saturação acima de 94%. A administração de beta-agonistas de curta ação (como salbutamol) por via inalatória é a pedra angular do tratamento broncodilatador, devendo ser repetida em ciclos. Corticoides sistêmicos também são indicados para reduzir a inflamação. Anti-histamínicos não têm papel no tratamento da crise.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade em uma crise asmática pediátrica?

Sinais de gravidade incluem desconforto respiratório importante (tiragem, batimento de asa nasal), saturação de oxigênio abaixo de 92-94% em ar ambiente, sibilos difusos, taquipneia, alteração do nível de consciência e dificuldade para falar ou alimentar.

Qual a conduta inicial para uma criança com crise asmática grave no pronto atendimento?

A conduta inicial envolve a oferta de oxigênio suplementar para manter a saturação >94%, administração de beta-agonistas de curta ação (ex: salbutamol) por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador, e corticoide sistêmico (oral ou IV).

Por que a dexclorfeniramina não é indicada para crise asmática?

A dexclorfeniramina é um anti-histamínico e não tem papel no tratamento da broncoconstrição da asma. Seu uso pode causar sedação e ressecamento de secreções, o que é prejudicial em uma crise respiratória.

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