Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2016
Escolar de oito anos de idade é atendido na emergência com história de tosse e coriza há 24 horas, que evoluiu para dispneia nas últimas seis horas. Mãe relata que a criança tem asma controlada, não usa corticoesteroide inalatório ou oral e nunca necessitou de internação. Exame físico: dispneia, tiragem subcostal, FR: 40 irpm; FC: 144 bpm; Sat.O2 de 89%; PFE < 30%, comunicando-se somente com frases curtas. Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, esta crise pode ser classificada como:
Crise asmática muito grave: SatO2 < 90%, PFE < 30%, dispneia intensa, fala em frases curtas.
A classificação da crise asmática é crucial para guiar o tratamento. Uma SatO2 de 89%, PFE < 30%, dispneia intensa e fala em frases curtas indicam uma crise muito grave, exigindo intervenção imediata.
A asma é uma doença crônica comum na infância e adolescência, e o manejo adequado das crises é fundamental para prevenir complicações e óbitos. A classificação da gravidade da crise asmática é o primeiro passo para instituir a terapêutica correta e deve ser baseada em critérios clínicos e funcionais. O reconhecimento rápido de uma crise grave ou muito grave é crucial para a intervenção imediata. As Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma fornecem um guia claro para essa classificação. Sinais como dispneia intensa, tiragem subcostal, taquipneia (FR: 40 irpm), taquicardia (FC: 144 bpm), SatO2 de 89% e PFE < 30% são indicativos de uma crise asmática muito grave. A incapacidade de falar em frases completas também é um sinal de alerta importante. Para residentes, é imperativo memorizar os parâmetros que definem cada nível de gravidade, especialmente SatO2 e PFE, pois são dados objetivos que auxiliam na tomada de decisão. Uma crise muito grave requer oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação em altas doses e corticoesteroides sistêmicos, e muitas vezes, internação em unidade de terapia intensiva.
Os critérios incluem dispneia intensa, fala em frases curtas, frequência respiratória elevada, frequência cardíaca elevada, SatO2 < 90% (em ar ambiente) e PFE < 50% do previsto ou melhor pessoal.
O PFE é um indicador objetivo da obstrução das vias aéreas. Valores < 50% do previsto ou melhor pessoal indicam crise grave, e < 30% indicam crise muito grave.
A crise moderada geralmente apresenta dispneia moderada, fala em parágrafos, SatO2 entre 90-95% e PFE entre 50-80%. A crise grave tem dispneia intensa, fala em frases curtas, SatO2 < 90% e PFE < 50%.
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