CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Escolar de 8 anos, é atendido no setor de emergência com história de tosse e coriza há 24h, evoluindo com dispneia nas últimas 6 h. Mãe relata que criança tem asma controlada, não faz uso de corticoide inalatório ou oral e nunca necessitou de internação. Ao exame físico: Escolar dispneico, tiragem subcostal, FR 40 rpm, FC 144 bpm, Sat O2 de 89%, comunica-se apenas com frases curtas. Segundo as Diretrizes Brasileiras para Manejo da ASMA, essa crise pode ser classificada como:
Asma muito grave: Sat O2 < 90%, fala em frases curtas, tiragem subcostal, FR/FC elevadas.
A classificação da crise asmática em crianças é crucial para o manejo adequado. Sinais como saturação de oxigênio abaixo de 90% em ar ambiente, incapacidade de falar frases completas e sinais de esforço respiratório intenso indicam uma crise muito grave, exigindo intervenção imediata.
A asma é uma doença crônica comum na infância, e o reconhecimento precoce da gravidade de uma crise é fundamental para evitar desfechos adversos. A classificação da crise asmática, conforme as Diretrizes Brasileiras para Manejo da Asma, baseia-se em parâmetros clínicos e de oximetria, permitindo uma abordagem terapêutica escalonada e eficaz. É crucial que o residente saiba diferenciar uma crise leve de uma muito grave para iniciar o tratamento adequado prontamente. Os sinais de gravidade incluem taquipneia, taquicardia, tiragem subcostal, uso de musculatura acessória, fala em frases curtas ou incapacidade de falar, e, principalmente, saturação de oxigênio abaixo de 90% em ar ambiente. A presença de cianose ou alteração do nível de consciência indica uma crise iminente de parada respiratória. A fisiopatologia envolve broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco, levando à obstrução das vias aéreas e aprisionamento de ar. O manejo da crise muito grave exige oxigenoterapia, broncodilatadores inalatórios de curta ação em altas doses e corticoides sistêmicos. Em casos refratários, pode ser necessário sulfato de magnésio intravenoso ou até ventilação mecânica. O acompanhamento contínuo da resposta ao tratamento e a reavaliação da gravidade são essenciais para garantir a recuperação do paciente e prevenir complicações.
Os critérios incluem Sat O2 < 90% em ar ambiente, fala em frases curtas ou incapacidade de falar, tiragem subcostal intensa, taquipneia e taquicardia, além de alteração do nível de consciência.
A Sat O2 reflete a oxigenação pulmonar e sistêmica. Valores abaixo de 90% indicam hipoxemia significativa, um sinal de falência respiratória iminente e necessidade de intervenção urgente, como oxigenoterapia e broncodilatadores.
A conduta inicial envolve oxigenoterapia para manter Sat O2 > 92%, broncodilatadores de curta ação (salbutamol) em nebulização contínua ou doses repetidas, e corticoide sistêmico (prednisolona ou metilprednisolona) o mais rápido possível.
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