UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2024
Criança com 6 anos, feminina, apresenta desde 1 ano de idade quadros recorrentes de sibilância (4 a 5 episódios/ano). Mãe refere tosse há 12 horas. Ao exame físico observamos bom estado geral, lúcida, afebril. Frequência respiratória de 36 ipm, sem esforço respiratório. Ausculta pulmonar com sibilos expiratórios bilateralmente. Saturação de oxigênio de 96%. Qual a terapêutica inicial a ser instituída?
Crise asmática leve (criança, FR 36, SatO2 96%, sibilos) → Beta2 agonista inalatório.
Em uma criança com histórico de sibilância recorrente e quadro atual de crise asmática leve (sem esforço respiratório significativo, boa saturação), a terapêutica inicial e mais eficaz é a administração de um beta2 agonista de ação curta por via inalatória.
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica, levando a episódios recorrentes de sibilância, tosse, dispneia e aperto no peito. O manejo adequado das crises é crucial para evitar a progressão e complicações. O caso clínico descreve uma criança com histórico de asma (sibilância recorrente) apresentando uma crise asmática leve. Os sinais como bom estado geral, ausência de esforço respiratório significativo e saturação de oxigênio de 96% indicam que a criança não está em um quadro grave. A taquipneia (FR 36 ipm) é um achado comum em crises, mas sem outros sinais de gravidade. A terapêutica inicial para qualquer crise asmática, especialmente as leves, é a administração de um broncodilatador de curta ação (beta2 agonista, como o salbutamol) por via inalatória (nebulização ou espaçador). Essa abordagem proporciona alívio rápido do broncoespasmo. Corticoides orais seriam considerados se a resposta ao broncodilatador fosse insuficiente ou se a crise fosse moderada a grave. Corticoides inalatórios são para controle de longo prazo, não para resgate agudo.
Sinais incluem tosse, sibilância, taquipneia leve a moderada, sem grande esforço respiratório, e saturação de oxigênio geralmente acima de 95%.
Os beta2 agonistas de curta ação (SABA) são broncodilatadores potentes que agem rapidamente relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, aliviando o broncoespasmo, e são a pedra angular do tratamento de resgate em crises asmáticas.
Corticoides sistêmicos são indicados em crises moderadas a graves, ou em crises leves que não respondem adequadamente ao beta2 agonista inalatório após as primeiras doses, para reduzir a inflamação subjacente.
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