Asma na Infância: Reconhecendo a Crise Grave

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Londrina (PR) — Prova 2017

Enunciado

Com relação a asma na infância, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) Não há associação de fatores ambientais e genéticos.
  2. B) Criança consciente, falando frases parciais, retrações subcostais acentuadas, sibilos inspiratórios e expiratórios, saturação O2 em ar ambiente de 93% e frequência respiratória aumentada para idade pode ser classificada com uma intensidade da crise de asma como grave.
  3. C) Em crises de asma faz necessário indicar o RX de tórax de rotina.
  4. D) O retardo para iniciar o corticoide não interfere na evolução da asma aguda grave.
  5. E) A Aminofilina tem indicação como tratamento central.

Pérola Clínica

Crise de asma grave em criança: FR ↑, sat O2 < 95%, fala parcial, retrações acentuadas, sibilos generalizados.

Resumo-Chave

A alternativa B descreve corretamente um quadro de crise asmática grave em crianças, caracterizado por sinais de desconforto respiratório significativo, como fala parcial, retrações acentuadas e saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente. A avaliação da gravidade é fundamental para guiar o tratamento.

Contexto Educacional

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica, levando a episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse. O reconhecimento e manejo adequados das crises asmáticas são essenciais para prevenir morbidade e mortalidade significativas em crianças. A classificação da gravidade da crise é o primeiro passo para guiar a conduta terapêutica. A avaliação da gravidade de uma crise asmática em crianças envolve a observação de múltiplos parâmetros clínicos, como nível de consciência, capacidade de fala, presença e intensidade de retrações, frequência respiratória, frequência cardíaca, presença e tipo de sibilos, e saturação de oxigênio. Uma saturação de O2 < 95% em ar ambiente, juntamente com desconforto respiratório acentuado (retrações, fala parcial), indica uma crise grave que requer intervenção imediata com broncodilatadores de curta ação e corticosteroides sistêmicos. É importante ressaltar que a radiografia de tórax não é um exame de rotina em crises de asma, sendo reservada para suspeita de complicações. O tratamento com corticosteroides deve ser iniciado precocemente, e a aminofilina tem um papel limitado, sendo considerada em casos refratários e com cautela devido aos efeitos adversos. O domínio desses conceitos é crucial para a prática pediátrica e para as provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de uma crise de asma grave em crianças?

Os sinais de crise de asma grave em crianças incluem fala em frases parciais, retrações subcostais e intercostais acentuadas, sibilos inspiratórios e expiratórios, taquipneia e saturação de oxigênio em ar ambiente abaixo de 95%.

Quando é necessário indicar radiografia de tórax em crises de asma pediátrica?

A radiografia de tórax não é indicada de rotina em crises de asma. Deve ser considerada apenas em casos de suspeita de complicações como pneumonia, pneumotórax, atelectasia ou ausência de resposta ao tratamento inicial.

Qual a importância do início precoce do corticoide na crise de asma?

O início precoce do corticoide sistêmico é fundamental na crise de asma, pois reduz a inflamação das vias aéreas, diminui a necessidade de hospitalização e previne a progressão para quadros mais graves, melhorando o prognóstico.

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