AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Londrina (PR) — Prova 2017
Com relação a asma na infância, podemos afirmar:
Crise de asma grave em criança: FR ↑, sat O2 < 95%, fala parcial, retrações acentuadas, sibilos generalizados.
A alternativa B descreve corretamente um quadro de crise asmática grave em crianças, caracterizado por sinais de desconforto respiratório significativo, como fala parcial, retrações acentuadas e saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente. A avaliação da gravidade é fundamental para guiar o tratamento.
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica, levando a episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse. O reconhecimento e manejo adequados das crises asmáticas são essenciais para prevenir morbidade e mortalidade significativas em crianças. A classificação da gravidade da crise é o primeiro passo para guiar a conduta terapêutica. A avaliação da gravidade de uma crise asmática em crianças envolve a observação de múltiplos parâmetros clínicos, como nível de consciência, capacidade de fala, presença e intensidade de retrações, frequência respiratória, frequência cardíaca, presença e tipo de sibilos, e saturação de oxigênio. Uma saturação de O2 < 95% em ar ambiente, juntamente com desconforto respiratório acentuado (retrações, fala parcial), indica uma crise grave que requer intervenção imediata com broncodilatadores de curta ação e corticosteroides sistêmicos. É importante ressaltar que a radiografia de tórax não é um exame de rotina em crises de asma, sendo reservada para suspeita de complicações. O tratamento com corticosteroides deve ser iniciado precocemente, e a aminofilina tem um papel limitado, sendo considerada em casos refratários e com cautela devido aos efeitos adversos. O domínio desses conceitos é crucial para a prática pediátrica e para as provas de residência.
Os sinais de crise de asma grave em crianças incluem fala em frases parciais, retrações subcostais e intercostais acentuadas, sibilos inspiratórios e expiratórios, taquipneia e saturação de oxigênio em ar ambiente abaixo de 95%.
A radiografia de tórax não é indicada de rotina em crises de asma. Deve ser considerada apenas em casos de suspeita de complicações como pneumonia, pneumotórax, atelectasia ou ausência de resposta ao tratamento inicial.
O início precoce do corticoide sistêmico é fundamental na crise de asma, pois reduz a inflamação das vias aéreas, diminui a necessidade de hospitalização e previne a progressão para quadros mais graves, melhorando o prognóstico.
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