Crise Asmática Grave Pediátrica: Uso de Sulfato de Magnésio

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020

Enunciado

Uma menina de cinco anos de idade, asmática, foi levada ao setor de emergência com tosse e falta de ar há doze horas. Fez uso de salbutamol por aerossol dosimetrado, em casa, sem melhora. Ao exame físico, estava taquidispneica, acianótica, hidratada, com frequência respiratória de 48 ipm, saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente, tiragem subcostal e intercostal, além de retração de fúrcula. A ausculta respiratória revelou tempo expiratório prolongado e sibilos disseminados. Recebeu corticosteroide sistêmico e três inalações com beta-2 agonista e ipratrópio. Nesse caso hipotético, a melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) Sulfato de magnésio endovenoso
  2. B) Terbutalina subcutânea
  3. C) Corticosteroide inalatório
  4. D) Aminofilina endovenosa

Pérola Clínica

Asma grave refratária a broncodilatadores e corticoides → Sulfato de magnésio IV como resgate.

Resumo-Chave

Em uma crise asmática grave em criança, com sinais de desconforto respiratório significativo e hipoxemia, que não respondeu a beta-2 agonistas, ipratrópio e corticosteroide sistêmico, o sulfato de magnésio endovenoso é uma terapia de resgate eficaz. Ele atua como broncodilatador e anti-inflamatório, relaxando a musculatura lisa brônquica.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. As exacerbações agudas, ou crises asmáticas, são episódios de piora progressiva da dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, que podem variar de leves a graves e com risco de vida. O manejo rápido e eficaz é crucial para prevenir desfechos adversos e reduzir a morbidade. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoconstrição, inflamação e edema das vias aéreas, e hipersecreção de muco. O tratamento inicial padrão inclui beta-2 agonistas de curta ação (ex: salbutamol) para broncodilatação, anticolinérgicos (ex: ipratrópio) para potencializar a broncodilatação e corticosteroides sistêmicos para reduzir a inflamação. Em casos de crise grave ou refratária a essa terapia inicial, outras opções devem ser consideradas. O sulfato de magnésio endovenoso é uma terapia adjuvante bem estabelecida para crises asmáticas graves em crianças e adultos. Ele atua como um broncodilatador, relaxando a musculatura lisa brônquica, e tem um perfil de segurança favorável quando administrado corretamente. Sua indicação é para pacientes com asma grave que não respondem à terapia convencional, ajudando a evitar a progressão para insuficiência respiratória e a necessidade de ventilação mecânica.

Perguntas Frequentes

Quando considerar o sulfato de magnésio endovenoso em uma crise asmática pediátrica?

O sulfato de magnésio deve ser considerado em crises asmáticas graves ou com risco de vida, que não respondem adequadamente à terapia inicial com beta-2 agonistas inalatórios, anticolinérgicos e corticosteroides sistêmicos.

Qual o mecanismo de ação do sulfato de magnésio na asma?

O sulfato de magnésio atua como um broncodilatador, relaxando a musculatura lisa brônquica. Ele inibe a entrada de cálcio nas células musculares lisas e pode ter efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores.

Quais são os sinais de uma crise asmática grave em crianças?

Sinais de gravidade incluem taquipneia, tiragem subcostal e intercostal, retração de fúrcula, sibilância intensa ou ausência de sibilos (pulmão silencioso), saturação de oxigênio abaixo de 92% em ar ambiente e alteração do nível de consciência.

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