Crise Asmática Grave Pediátrica: Manejo na UTI

HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2017

Enunciado

Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao atendimento hospitalar na UTI para crianças em crise de asma.

Alternativas

  1. A) Assim que o paciente chega à UTI, a oferta de oxigênio suplementar deve ser otimizada, e a administração do beta 2 agonista de curta duração inalatório deve ser maximizada e, novamente, averiguada quanto à sua dose e forma de administração. 
  2. B) Em UTI, recomenda-se a manutenção da terapia com corticoide sistêmico, preferencialmente por via endovenosa.
  3. C) O aumento do escore PAS (Pediatric Asthma Score), cujas variáveis são FR, necessidade de oxigênio, presença de retrações, esforço respiratório e ausculta, representa piora clínica e indica troca na etapa de tratamento intensivo da asma.
  4. D) Se houver falha no tratamento com broncodilatador, corticoide e sulfato de magnésio, deve-se considerar a seguinte sequência: aminofilina, salbutamol endovenoso e ventilação mecânica não invasiva. 

Pérola Clínica

Asma grave em UTI: Falha broncodilatador/corticoide/magnésio → Aminofilina, Salbutamol IV, VMNI.

Resumo-Chave

A alternativa INCORRETA é a sequência de tratamento após falha de broncodilatador, corticoide e sulfato de magnésio. A ventilação mecânica invasiva (VMI) é geralmente considerada antes ou junto com aminofilina e salbutamol IV em casos de falha terapêutica e exaustão respiratória iminente, e a VMNI tem indicações específicas e limitadas em asma grave.

Contexto Educacional

A crise asmática grave em crianças é uma emergência médica que exige manejo rápido e eficaz, muitas vezes em ambiente de terapia intensiva pediátrica (UTI). O objetivo principal é reverter a broncoconstrição, reduzir a inflamação das vias aéreas e garantir a oxigenação e ventilação adequadas. O tratamento inicial envolve oxigênio suplementar, broncodilatadores inalatórios de curta duração (beta-2 agonistas) e corticoides sistêmicos. A fisiopatologia da crise asmática grave envolve broncoconstrição intensa, inflamação e edema das vias aéreas, e produção excessiva de muco, levando a aprisionamento aéreo e aumento do trabalho respiratório. O monitoramento contínuo, incluindo o escore PAS (Pediatric Asthma Score), é crucial para avaliar a resposta ao tratamento e identificar a piora clínica. Quando a terapia inicial falha, outras opções são consideradas, como sulfato de magnésio intravenoso. A sequência de tratamento após falha dessas terapias é crítica. A aminofilina e o salbutamol intravenoso são opções, mas a decisão sobre ventilação mecânica (invasiva ou não invasiva) deve ser cuidadosamente ponderada. A ventilação mecânica não invasiva (VMNI) tem indicações restritas e seu uso em asma grave é controverso, com muitos pacientes necessitando de ventilação mecânica invasiva (VMI) quando há exaustão respiratória iminente ou falha de outras intervenções. Residentes devem estar cientes das diretrizes e da sequência correta para evitar atrasos em intervenções que salvam vidas.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares do tratamento inicial da crise asmática grave em UTI pediátrica?

Os pilares incluem oxigenoterapia otimizada, beta-2 agonistas de curta duração inalatórios em doses maximizadas, e corticoide sistêmico (preferencialmente IV em UTI).

Quando o sulfato de magnésio é indicado na crise asmática grave?

O sulfato de magnésio intravenoso é indicado como terapia adjuvante em crises asmáticas graves que não respondem adequadamente à terapia inicial com broncodilatadores e corticoides.

Qual o papel da ventilação mecânica não invasiva (VMNI) na asma grave pediátrica?

A VMNI tem um papel limitado e controverso na asma grave pediátrica. Pode ser considerada em casos selecionados de falha de tratamento, mas a ventilação mecânica invasiva (VMI) é frequentemente necessária em pacientes com exaustão respiratória iminente ou falha de outras terapias.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo