Crise Asmática Grave Pediátrica: Manejo Segundo GINA 2022

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023

Enunciado

Criança de 7 anos com antecedente pessoal de asma, iniciou quadro de dispnéia e sibilância há 3 horas, sem resposta as medidas terapêuticas iniciadas em sua casa (administração de 8 puffs de salbutamol em uma única vez). Deu entrada no serviço de emergência agitado, com fala entrecortada, FR = 40 ipm, FC = 120 bpm, saturação de O2 89% em ar ambiente, sibilos difusos e retrações inter e subcostais. Com base neste caso hipotético assinale a alternativa que apresenta a melhor proposta terapêutica inicial de acordo com a Global Initiative for Asthma, 2022:

Alternativas

  1. A) máscara de oxigênio para alcançar a saturação entre 98-100%, salbutamol, corticóide inalatório e aminofilina.
  2. B) máscara de oxigênio para alcançar a saturação entre 94-98%, terbutalina endovenosa, ipratrópio e corticóide oral.
  3. C) máscara de oxigênio para alcançar a saturação entre 98-100%, salbutamol, corticóide endovenoso e sulfato de magnésio.
  4. D) máscara de oxigênio para alcançar a saturação entre 94-98%, salbutamol, aminofilina, corticóide oral ou endovenoso.
  5. E) máscara de oxigênio para alcançar a saturação entre 94-98%, salbutamol, ipratrópio e corticóide endovenoso.

Pérola Clínica

Crise asmática grave (SatO2 <94%) → O2 (94-98%), Salbutamol + Ipratrópio, Corticoide IV.

Resumo-Chave

A criança apresenta uma crise asmática grave (SatO2 89%, fala entrecortada, retrações). O tratamento inicial inclui oxigenoterapia para manter saturação entre 94-98%, broncodilatadores de curta ação (salbutamol) associados a anticolinérgicos (ipratrópio) e corticosteroide sistêmico (preferencialmente IV devido à gravidade).

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. As crises asmáticas são exacerbações agudas dos sintomas, que podem variar de leves a graves e potencialmente fatais. O reconhecimento rápido da gravidade e o manejo adequado são cruciais para prevenir desfechos adversos. As diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA) fornecem um guia baseado em evidências para o tratamento. O caso descreve uma crise asmática grave, evidenciada pela fala entrecortada, agitação, taquipneia, taquicardia, retrações e, criticamente, saturação de oxigênio de 89%. O tratamento inicial deve focar na correção da hipoxemia e na reversão da broncoconstrição e inflamação. A terapia inclui oxigenoterapia para manter a saturação entre 94-98%, broncodilatadores de curta ação (salbutamol) administrados de forma contínua ou intermitente, e a adição de brometo de ipratrópio para potencializar a broncodilatação. O corticosteroide sistêmico (oral ou intravenoso, sendo o IV preferível em crises graves ou com vômitos) é essencial para reduzir a inflamação das vias aéreas e deve ser administrado precocemente. Aminofilina e sulfato de magnésio são terapias de segunda linha, consideradas em casos refratários.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma crise asmática grave em crianças?

Sinais incluem fala entrecortada, agitação, uso de musculatura acessória, retrações, sibilância intensa ou ausente (tórax silencioso), taquipneia, taquicardia e saturação de oxigênio abaixo de 94%.

Por que o ipratrópio é usado na crise asmática grave?

O ipratrópio é um anticolinérgico que potencializa o efeito broncodilatador dos beta-2 agonistas (como salbutamol), sendo especialmente útil em crises graves para promover uma broncodilatação mais eficaz.

Qual o alvo de saturação de oxigênio na crise asmática?

O alvo de saturação de oxigênio recomendado para a maioria dos pacientes com crise asmática é entre 94-98%, evitando hipoxemia e também hiperoxemia, que pode ser prejudicial.

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