Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2017
Paciente de 6 anos vem ao pronto-atendimento devido à crise de sibilância. Mãe refere que ele tem crises desde 1 ano de vida, inicialmente eram mensais, mas, no último ano, ficaram mais frequentes após mudança de casa. Vem com crises quinzenais e a atual iniciou-se há 2 dias. Nega febre. Ao exame físico, criança com dificuldade para falar, consegue falar palavras, pouco agitada, frequência respiratória de 50 inspirações por minuto, frequência cardíaca de 130 batimentos por minuto, tiragem de fúrcula e intercostal presentes, sibilos raros à ausculta pulmonar. Sua conduta é:
Crise asmática grave pediátrica → Oxigênio + Beta-2 agonista (repetir) + Corticoide sistêmico.
A criança apresenta sinais de crise asmática grave (dificuldade para falar, FR elevada, tiragem). O tratamento inicial inclui oxigênio para hipoxemia, beta-2 agonistas de curta ação para broncodilatação e corticoide sistêmico para reduzir a inflamação das vias aéreas. A reavaliação é crucial para monitorar a resposta.
A crise asmática é uma das emergências pediátricas mais comuns, caracterizada por broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco. É crucial para residentes reconhecer e manejar rapidamente, pois a progressão pode levar à insuficiência respiratória. O diagnóstico de gravidade baseia-se em parâmetros clínicos como frequência respiratória, cardíaca, uso de musculatura acessória, nível de consciência e capacidade de fala. Sibilos ausentes ou raros podem indicar obstrução severa. O tratamento envolve oxigenoterapia para manter saturação >92%, beta-2 agonistas de curta ação (salbutamol) repetidos e corticoide sistêmico (prednisolona oral ou metilprednisolona IV) para controle da inflamação. A reavaliação contínua é fundamental.
Sinais incluem dificuldade para falar, agitação, cianose, frequência respiratória e cardíaca elevadas, tiragem e sibilos ausentes ou raros (sinal de obstrução grave).
A conduta inicial envolve oxigenoterapia, múltiplas doses de beta-2 agonistas de curta ação (ex: salbutamol) e corticoide sistêmico (oral ou intravenoso).
O corticoide sistêmico atua reduzindo a inflamação das vias aéreas, que é um componente chave da asma, prevenindo a progressão da crise e diminuindo o risco de recaídas.
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