Crise Asmática Grave Pediátrica: Manejo Inicial e Oxigenoterapia

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023

Enunciado

Escolar com 6 anos de idade, da entrada no pronto atendimento com quadro de cianose e esforço respiratório, apresentando tiragem intercostal e de fúrcula, batimento de aleta nasal e sonolência. Apresenta diagnóstico prévio de asma com tratamento irregular. Sobre a conduta neste caso, são feitas as assertivas a seguir: I. A medida inicial indicada neste caso é verificar a permeabilidade da via aérea e ofertar oxigênio suplementar. II. A primeira medida indicada neste caso é realizar terapia de resgate com beta 2 agonista inalatório, independente da permeabilidade da via aérea. III. Independente da resposta às medidas iniciais, o paciente em questão deverá ser intubado e encaminhado à UTI pediátrica. VI. Deverá ser realizada aplicação de dose de adrenalina intramuscular músculo vasto lateral da coxa. Está/estão CORRETA (S) a (s) afirmativa (s):

Alternativas

  1. A) I, apenas
  2. B) I e III, apenas
  3. C) II e III, apenas
  4. D) I e IV, apenas
  5. E) I, III e IV, apenas

Pérola Clínica

Crise asmática grave com cianose/sonolência → ABCDE: O₂ suplementar + beta-2 agonista + corticoide sistêmico.

Resumo-Chave

Em uma crise asmática grave com sinais de hipoxemia (cianose) e alteração do nível de consciência (sonolência), a prioridade é garantir a via aérea, ofertar oxigênio suplementar e iniciar broncodilatadores (beta-2 agonistas) e corticosteroides sistêmicos. A intubação é uma medida de último recurso, e adrenalina intramuscular não é a primeira escolha para asma.

Contexto Educacional

A crise asmática grave em crianças é uma emergência pediátrica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para prevenir a insuficiência respiratória e suas complicações. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as crises são episódios de broncoespasmo, edema de mucosa e hipersecreção, que levam a obstrução do fluxo aéreo. Sinais como cianose, sonolência e esforço respiratório intenso indicam gravidade e a necessidade de manejo agressivo. O manejo inicial de qualquer emergência pediátrica segue a abordagem ABCDE (Via Aérea, Respiração, Circulação, Deficiência Neurológica, Exposição). Em uma crise asmática grave, a prioridade é garantir a permeabilidade da via aérea e ofertar oxigênio suplementar para corrigir a hipoxemia, que é a principal causa de morbimortalidade. A saturação de oxigênio deve ser mantida acima de 92-94%. Após a oxigenoterapia, a terapia de resgate com beta-2 agonistas de curta ação (como salbutamol) por via inalatória deve ser iniciada imediatamente e repetida conforme a necessidade. Corticosteroides sistêmicos (oral ou intravenoso) também são fundamentais para reduzir a inflamação e devem ser administrados precocemente. A intubação orotraqueal é uma medida de último recurso, reservada para pacientes com insuficiência respiratória iminente ou parada respiratória, após falha das terapias iniciais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade em uma crise asmática pediátrica?

Sinais de gravidade incluem cianose, sonolência, esforço respiratório intenso (tiragem, batimento de aleta nasal), bradicardia, ausculta pulmonar silenciosa e saturação de oxigênio baixa.

Qual a primeira conduta em uma criança com crise asmática grave e cianose?

A primeira conduta é avaliar e garantir a permeabilidade da via aérea, seguida pela oferta imediata de oxigênio suplementar para corrigir a hipoxemia e iniciar a terapia com beta-2 agonistas inalatórios.

Quando a intubação orotraqueal é indicada em uma crise asmática?

A intubação é indicada em casos de insuficiência respiratória iminente ou parada respiratória, quando as medidas terapêuticas iniciais falham e há exaustão do paciente, com piora progressiva do quadro clínico.

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