UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Criança de 4 anos chega ao pronto socorro com quadro de tosse seca e dispneia iniciada há 1 dia, nega febre. Fazendo uso de beta 2 agonista de curta duração de 4 em 4 horas, há 1 dia, quando iniciou os sintomas, dose adequada e uso correto inalador com espaçador. Faz uso também de corticoide inalatório na dose de 200ug uma vez ao dia há 1 mês. Chega agitado, taquidispneico, Frequência Respiratória: 45 ipm, Frequência Cardíaca: 150 bpm, retrações subcostais e de fúrcula, sibilos esparsos a ausculta, saturação 90%. No último mês, tem tido crise de tosse e dispneia três vezes na semana, necessitando de beta 2 agonista de curta duração. Não está conseguindo participar das aulas de futebol devido à dispneia e tem faltado aula na escola frequentemente. Diante do quadro clínico exposto, qual a conduta inicial imediata mais correta?
Crise asmática grave em criança → Beta 2 agonista nebulizado a cada 20 min + corticoide oral.
A criança apresenta sinais de crise asmática grave (taquidispneia, retrações, sibilos, saturação 90%, uso frequente de resgate). A conduta inicial imediata é intensificar o beta 2 agonista de curta duração, preferencialmente nebulizado, e iniciar corticoide sistêmico.
A asma pediátrica é uma doença crônica comum, e as crises agudas representam uma das principais causas de atendimento em pronto-socorro infantil. É crucial que residentes e estudantes de medicina saibam identificar a gravidade da crise e iniciar o tratamento adequado prontamente para evitar complicações. O diagnóstico de uma crise asmática baseia-se na história clínica de sibilância, tosse e dispneia, associada a sinais de desconforto respiratório. A avaliação da gravidade é fundamental e inclui a frequência respiratória e cardíaca, uso de musculatura acessória, nível de consciência e oximetria de pulso. O tratamento inicial de uma crise asmática grave envolve a administração de beta 2 agonistas de curta duração (SABA) por via inalatória, que promovem broncodilatação rápida, e corticosteroides sistêmicos (orais ou IV), que reduzem a inflamação das vias aéreas. A oxigenoterapia é indicada para pacientes com hipoxemia.
Sinais de gravidade incluem taquipneia, taquicardia, uso de musculatura acessória (retrações), sibilância intensa ou ausente, agitação, cianose e saturação de oxigênio abaixo de 92%.
A conduta inicial envolve a administração de beta 2 agonistas de curta duração (como salbutamol) de forma inalatória (nebulização ou espaçador) a cada 20 minutos por uma hora, além de corticoide sistêmico oral ou intravenoso.
A internação é indicada para crises graves que não respondem ao tratamento inicial, crianças com hipoxemia persistente, exaustão, alteração do nível de consciência ou fatores de risco para asma fatal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo