AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2019
Pré-escolar de 5 anos com episódios recorrentes de sibilância dá entrada no pronto atendimento com queixas de falta de ar, sensação de aperto no peito e tosse. Ao exame apresenta-se agitado, dispneia ao repouso, frequência respiratória de 45, frequência cadiaca de 135, saturação O2 de 88%. I - Nesta situação o corticoide deve ser usado preferenciamente por via endovenosa. PORQUE: II - Sua eficácia será melhor do que se utilizado por via oral.
Em crise asmática grave, corticoide oral é tão eficaz quanto IV, sendo preferível pela menor invasividade.
Em crises asmáticas, mesmo as graves, a via oral para corticosteroides sistêmicos é tão eficaz quanto a via intravenosa, desde que o paciente seja capaz de deglutir e absorver. A escolha da via oral é preferível devido à menor invasividade, menor custo e menor risco de complicações, sendo a via IV reservada para pacientes com vômitos persistentes ou má absorção.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as exacerbações agudas são eventos comuns e potencialmente graves, especialmente em crianças. O manejo rápido e eficaz das crises asmáticas é crucial para prevenir a progressão para insuficiência respiratória e reduzir a morbimortalidade. Pré-escolares com sibilância recorrente representam um grupo de risco para crises graves. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoconstrição, edema da mucosa e hipersecreção de muco, levando à obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e sinais de desconforto respiratório. A avaliação da gravidade é fundamental para guiar o tratamento, considerando frequência respiratória, cardíaca, saturação de oxigênio, uso de musculatura acessória e nível de consciência. O tratamento da crise asmática inclui broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas) e corticosteroides sistêmicos. É um ponto chave para residentes que, na maioria das crises asmáticas, mesmo as graves, a via oral de corticosteroides (como a prednisona) é tão eficaz quanto a via intravenosa. A escolha da via oral é preferível por ser menos invasiva, mais econômica e com menor risco de complicações, devendo a via IV ser reservada para casos de impossibilidade de deglutição ou má absorção. A oxigenoterapia e, se necessário, a ventilação mecânica, complementam o manejo em casos mais graves.
Sinais de crise asmática grave incluem dispneia ao repouso, agitação, dificuldade para falar, frequência respiratória e cardíaca elevadas para a idade, uso de musculatura acessória, sibilância intensa ou ausência de murmúrio vesicular, e saturação de oxigênio abaixo de 92% em ar ambiente.
O corticoide oral é preferível porque estudos demonstram eficácia equivalente à via intravenosa na maioria dos pacientes, mesmo em crises graves, desde que não haja vômitos ou má absorção. A via oral é menos invasiva, mais barata e associada a menor risco de infecções e complicações relacionadas ao acesso venoso.
A via intravenosa é reservada para pacientes que não conseguem deglutir (por exemplo, devido a vômitos persistentes, nível de consciência alterado) ou que apresentam má absorção gastrointestinal. Em todas as outras situações, a via oral é a de escolha.
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