UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Criança com 7 anos de idade, com diagnóstico de asma desde os 3 anos de vida, sem tratamento de manutenção, é encaminhada por familiares à Unidade de Pronto Atendimento. Segundo a avó da criança, há 2 dias o menor está apresentando febre baixa (37,5°C) e dispneia progressiva. Foi realizado no domicílio nebulização com berotec 3 gts e soro fisiológico, porém sem melhora. Exame físico: menor agitado, apresentando fala com frases incompletas, FC: 116 bpm, FR: 35 ipm, temperatura axilar 37,3°C, ausculta pulmonar com presença de síbilos disseminados, retrações de fúrcula esternal e musculatura subcostal, oximetria pulso com sat O2 de 91%. Qual o tratamento imediato para essa criança?
Crise asmática grave em criança com Sat O2 < 92% e sinais de esforço → Beta2 agonista seriado + O2 + Corticoide sistêmico.
A criança apresenta sinais de crise asmática grave (fala incompleta, retrações, sibilos disseminados, Sat O2 91%). O tratamento inicial inclui beta2 agonista de curta ação seriado, oxigenioterapia para manter Sat O2 > 92-95%, e corticoide sistêmico para reduzir a inflamação. A observação é crucial para avaliar a resposta.
A crise asmática é uma das emergências pediátricas mais comuns, caracterizada por broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco, levando a dispneia e sibilância. A identificação precoce da gravidade é crucial para um manejo adequado e para prevenir desfechos adversos. Fatores como história prévia de asma grave, internações por asma e falta de tratamento de manutenção aumentam o risco. O diagnóstico da gravidade baseia-se na avaliação clínica, incluindo nível de consciência, padrão respiratório (frequência, uso de musculatura acessória, fala), ausculta pulmonar e oximetria de pulso. Uma saturação de oxigênio abaixo de 92% é um forte indicativo de crise grave e necessidade de intervenção imediata. A presença de sibilos disseminados e retrações sugere obstrução significativa das vias aéreas. O tratamento imediato para uma crise asmática grave inclui a administração de beta2 agonistas de curta ação (como salbutamol) por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador, oxigenioterapia para manter a saturação acima de 92-95%, e corticoide sistêmico (prednisolona oral ou metilprednisolona venosa) para reduzir a inflamação. A observação rigorosa da resposta ao tratamento é fundamental para decidir sobre a alta ou a necessidade de internação hospitalar.
Sinais de gravidade incluem fala em frases incompletas, agitação, uso de musculatura acessória (retrações), sibilos disseminados, taquipneia e saturação de oxigênio abaixo de 92-95%.
O tratamento imediato envolve nebulização seriada com beta2 agonista de curta ação (ex: salbutamol), oxigenioterapia para manter saturação >92%, e corticoide sistêmico (oral ou venoso).
A hospitalização é indicada se houver falha na resposta ao tratamento inicial no pronto-socorro, piora clínica, necessidade de oxigênio contínuo, ou se a criança apresentar fatores de risco para asma grave.
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