Crise Asmática Grave Pediátrica: Manejo e Sinais Chave

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2017

Enunciado

Menino de 7 anos de idade, com história de tosse e cansaço há um dia, sem febre. Mãe refere antecedente de crises de chiado no peito desde os 6 meses de idade. Ao exame físico: Regular estado geral; Frequência respiratória: 35 movimentos/minuto, tiragem intercostal, tiragem de fúrcula e batimento de asa de nariz. Saturação: 85% em ar ambiente; Frequência cardíaca: 120 batimentos/minuto. Perfusão periférica: 2 segundos. Ausculta pulmonar: Murmúrio vesicular globalmente diminuído com expiração prolongada, sem outros ruídos adventícios. Restante do seu exame físico é normal. Para esta criança a conduta imediata adequada será:

Alternativas

  1. A)  Iniciar inalação com ß2 adrenérgico e brometo de ipatrópio; corticoide eoxigenioterapia.
  2. B)  Iniciar inalação com ß2 adrenérgico; prescrever sulfato de magnésio por via parenterale oxigenioterapia.
  3. C)  Solicitar Raio X de tórax e hemograma completo.
  4. D)  Iniciar inalação com corticoide inalatório.
  5. E)  Realizar sequência rápida seguida de intubação orotraqueal.

Pérola Clínica

Crise asmática grave em criança com hipoxemia e sinais de esforço → β2-agonista + anticolinérgico + corticoide sistêmico + O2.

Resumo-Chave

Este paciente apresenta sinais claros de crise asmática grave, incluindo hipoxemia (Sat 85%), taquipneia, tiragens e MV diminuído. A conduta inicial deve ser agressiva com broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonista e anticolinérgico), corticoide sistêmico para reduzir a inflamação e oxigenioterapia para corrigir a hipoxemia.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de hospitalização pediátrica. As crises asmáticas são episódios de piora aguda dos sintomas, como tosse, sibilância, dispneia e opressão torácica, e podem variar de leves a graves, exigindo intervenção rápida e eficaz. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é crucial para evitar desfechos adversos. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoconstrição, edema da mucosa e hipersecreção de muco, levando à obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sibilância recorrente e nos achados do exame físico. Sinais como taquipneia, tiragens, batimento de asa de nariz, cianose e saturação de oxigênio abaixo de 92% indicam gravidade e a necessidade de tratamento intensivo. O tratamento imediato de uma crise asmática grave inclui a administração de oxigênio para manter a saturação acima de 92-94%, broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas como salbutamol, combinados com anticolinérgicos como brometo de ipratrópio) para reverter a broncoconstrição, e corticosteroides sistêmicos (prednisolona oral ou metilprednisolona IV) para reduzir a inflamação das vias aéreas. A resposta ao tratamento deve ser monitorada de perto, e a falha em melhorar pode indicar a necessidade de terapias adicionais ou ventilação mecânica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade de uma crise asmática em crianças?

Sinais de gravidade incluem taquipneia, tiragens (intercostal, subcostal, fúrcula), batimento de asa de nariz, cianose, saturação de oxigênio abaixo de 92%, e alteração do nível de consciência.

Qual a conduta inicial para uma crise asmática grave em pediatria?

A conduta inicial envolve oxigenioterapia, broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonista e brometo de ipratrópio) e corticoide sistêmico (oral ou intravenoso).

Por que o murmúrio vesicular pode estar diminuído em uma crise de asma?

O murmúrio vesicular diminuído na crise de asma indica aprisionamento aéreo significativo e redução do fluxo de ar, sendo um sinal de gravidade que pode preceder a ausência de sibilos em casos muito graves.

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