SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Uma criança de sete anos de idade, com antecedente pessoal de asma, iniciou quadro de dispneia e sibilância há três horas, sem resposta às medidas terapêuticas iniciadas em sua casa (administração de oito puffs de salbutamol, uma única vez). Deu entrada no serviço de emergência agitado, com fala entrecortada, FR de 34 ipm, FC de 120 bpm, saturação de 89% em ar ambiente, sibilos difusos e tiragem intercostal e subcostal. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor proposta terapêutica de acordo com a Global Initiative For Asthma.
Crise asmática grave em criança: O2 (Sat 94-98%) + Salbutamol + Ipratrópio + Corticoide sistêmico.
O paciente apresenta sinais de crise asmática grave (agitação, fala entrecortada, taquipneia, taquicardia, saturação baixa, tiragem, sibilos difusos, falha à medicação domiciliar). A conduta inicial inclui oxigenoterapia para manter saturação >94%, broncodilatadores de curta ação (salbutamol) e anticolinérgicos (ipratrópio) em nebulização, além de corticoide sistêmico (oral ou EV) para reduzir a inflamação.
A crise asmática grave em crianças é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento agressivo para prevenir a insuficiência respiratória. Os sinais de gravidade incluem agitação, fala entrecortada, taquipneia, taquicardia, uso de musculatura acessória (tiragem), sibilos difusos e, criticamente, saturação de oxigênio abaixo de 90-92% em ar ambiente. A falha na resposta à medicação de resgate domiciliar é um alerta importante. O manejo inicial, conforme as diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA), envolve a administração de oxigênio para manter a saturação entre 94-98%, evitando hiperoxia. A broncodilatação é fundamental e deve ser realizada com beta-2 agonistas de curta ação (SABA), como o salbutamol, administrados por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador, de forma contínua ou intermitente. Em crises moderadas a graves, o brometo de ipratrópio (anticolinérgico) deve ser adicionado ao salbutamol para potencializar a broncodilatação. Além dos broncodilatadores, a terapia com corticosteroides sistêmicos (orais ou intravenosos) é essencial para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir a progressão da crise. Devem ser administrados precocemente, preferencialmente na primeira hora de atendimento. Outras terapias, como sulfato de magnésio intravenoso, podem ser consideradas em crises refratárias. A monitorização contínua da resposta clínica e da saturação de oxigênio é crucial para guiar o tratamento e identificar a necessidade de escalonamento terapêutico.
Critérios incluem agitação, fala entrecortada, taquipneia, taquicardia, uso de musculatura acessória (tiragem), sibilos difusos, saturação de oxigênio abaixo de 90-92% em ar ambiente e falha na resposta à medicação domiciliar.
A conduta inicial envolve oxigenoterapia para manter saturação entre 94-98%, broncodilatadores de curta ação (salbutamol) e anticolinérgicos (ipratrópio) por nebulização, e corticoide sistêmico (oral ou EV) precoce.
O corticoide sistêmico é essencial para reduzir a inflamação das vias aéreas, que é a base da crise asmática. Sua administração precoce ajuda a prevenir a progressão da crise e melhora a resposta aos broncodilatadores.
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