HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Paciente de 4 anos de idade, menino dá entrada no PS com história de início há 1 dias com dificuldade para respirar. Nega febre. Nega quadros semelhantes anteriores. Ao exame encontra-se com FR= 46 ipm, T= 37,5°C, FC= 128 bpm. FiO2= 78% em ar ambiente. Tiragem intercostal acentuada, tiragem subcostal, batimentos de aletas nasais, silêncio em ambos hemitórax. Fígado 3 cm do RCD. Regular perfusão periférica. Diagnóstico e conduta mais adequada:
Criança com desconforto respiratório grave + silêncio em hemitórax → obstrução grave, iniciar O2, beta-2 agonista e corticoide sistêmico.
Um paciente pediátrico com desconforto respiratório acentuado, taquipneia, tiragem e, especialmente, 'silêncio em ambos hemitórax' indica obstrução grave das vias aéreas e iminência de falência respiratória. A conduta inicial deve ser agressiva, com internação, oxigenoterapia, broncodilatadores (beta-2 agonistas) e corticosteroides sistêmicos, visando reverter a broncoconstrição e a inflamação.
O manejo do desconforto respiratório grave em pediatria é uma das situações mais desafiadoras e críticas na emergência. Residentes devem estar aptos a identificar rapidamente os sinais de gravidade para instituir uma conduta imediata e eficaz. A taquipneia, tiragem acentuada, batimento de aletas nasais e, em particular, o 'silêncio em ambos hemitórax', são indicativos de obstrução grave das vias aéreas, que pode ser uma crise asmática severa ou bronquiolite grave, e demandam atenção máxima. O silêncio à ausculta pulmonar, em vez de ser um sinal de melhora, é um prenúncio de falência respiratória, pois significa que o ar não está conseguindo passar pelas vias aéreas obstruídas. Nesses casos, a intervenção deve ser agressiva e padronizada: internação, monitorização rigorosa com oximetria de pulso, oxigenoterapia para manter saturação adequada, broncodilatadores (beta-2 agonistas) para reverter o broncoespasmo e corticosteroides sistêmicos para reduzir a inflamação das vias aéreas. A solicitação de exames complementares como gasometria ou radiografia de tórax, embora úteis, não deve atrasar o início do tratamento em um paciente instável. A prioridade é estabilizar o quadro respiratório. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para prevenir a progressão para insuficiência respiratória total e parada cardiorrespiratória, salvando vidas de crianças com essas condições agudas.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragem intercostal e subcostal, batimento de aletas nasais, cianose, alteração do nível de consciência, uso de musculatura acessória, e, um sinal alarmante, o 'silêncio em ambos hemitórax', que indica obstrução grave e falência respiratória iminente.
A conduta inicial é de emergência: internação imediata, monitorização contínua (incluindo oximetria de pulso), oxigenoterapia suplementar (máscara não reinalante), administração de beta-2 agonistas por aerossol (ex: salbutamol) e corticosteroides sistêmicos (ex: prednisona ou metilprednisolona). A avaliação para vaga em UTI deve ser considerada precocemente.
O 'silêncio em ambos hemitórax' é extremamente preocupante porque, em vez de indicar melhora, ele sugere que o fluxo de ar está tão severamente obstruído que não há som audível, mesmo com grande esforço respiratório. Isso é um sinal de exaustão e falência respiratória iminente, exigindo intervenção imediata para evitar parada cardiorrespiratória.
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