IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Um paciente de 12 anos é trazido à Emergência Pediátrica por desconforto respiratório iniciado há 3 horas. Ao exame, apresenta FC = 62irpm, oximetria de pulso = 87%, murmúrio vesicular diminuído bilateralmente, tiragem subcostal, intercostal, fúrcula. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a hipótese diagnóstica e a conduta a ser instituída:
Crise asmática grave em criança: hipóxia + bradicardia + esforço respiratório intenso → oxigênio, broncodilatador inalatório e corticoide sistêmico.
Um paciente pediátrico com desconforto respiratório agudo, hipóxia (SatO2 87%), bradicardia (FC 62 bpm) e sinais de esforço respiratório intenso (tiragem) sugere uma crise asmática grave, que requer intervenção imediata com oxigênio, broncodilatadores (beta-adrenérgicos) e corticoides sistêmicos. A bradicardia em crianças com hipóxia é um sinal de gravidade iminente.
A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, resultante de broncoconstrição, edema de vias aéreas e hipersecreção de muco. Em pediatria, as crises podem progredir rapidamente para quadros graves, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. A avaliação da gravidade é crucial e baseia-se em parâmetros clínicos como frequência respiratória, uso de musculatura acessória, nível de consciência, saturação de oxigênio e frequência cardíaca. No caso apresentado, o paciente de 12 anos com desconforto respiratório, SatO2 de 87%, murmúrio vesicular diminuído bilateralmente e tiragem intensa, associado a uma bradicardia (FC 62 bpm), indica uma crise asmática muito grave, com risco iminente de parada respiratória. A bradicardia em crianças com hipóxia é um sinal de descompensação grave e falência respiratória, não devendo ser subestimada. O manejo de uma crise asmática grave inclui a suplementação imediata de oxigênio para manter a saturação acima de 92-95%, a administração de beta-adrenérgicos de curta ação (como o salbutamol) por via inalatória para promover a broncodilatação, e o uso de corticoides sistêmicos (orais ou intravenosos) para reduzir a inflamação das vias aéreas. Em casos muito graves, pode ser necessária a internação em UTI, uso de sulfato de magnésio, ventilação não invasiva ou intubação orotraqueal. A rápida instituição dessas medidas é vital para evitar a progressão para insuficiência respiratória.
Sinais de crise asmática grave incluem taquipneia, uso de musculatura acessória, tiragem (subcostal, intercostal, fúrcula), sibilância intensa ou ausência de murmúrio vesicular, alteração do nível de consciência, cianose, hipóxia (SatO2 < 90%) e bradicardia.
A conduta inicial envolve suplementação de oxigênio para manter SatO2 > 92-95%, administração de beta-adrenérgicos de curta ação inalatórios (salbutamol) e corticoide sistêmico (prednisolona oral ou metilprednisolona IV).
A bradicardia em crianças com hipóxia e desconforto respiratório é um sinal tardio e grave de falência respiratória iminente e choque, indicando que o sistema cardiovascular está começando a descompensar, exigindo intervenção imediata e agressiva.
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