Crise Asmática Grave: Avaliação e Manejo na Emergência

Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022

Enunciado

Paciente, feminino, 14 anos, dá entrada acompanhada de genitora no departamento de emergência com história de dispnéia e tosse  seca há 2 dias. Relata piora de mal estar respiratório nas últimas horas, com dificuldade para deambular e falar. Nega febre. Ao exame físico, evidenciou-se: ruim estado geral, acianótica, afebril, PAS 114 mmHg, PAD 68 mmHg, FC 102 bpm, FR 24 irpm, Glicemia Capilar 97 mg/dL, Sat. O₂ 93% em ar ambiente. Consciente e orientada, Glasgow = 15. Ausculta respiratória: murmúrios vesiculares diminuídos globalmente, com sibilos expiratórios esparsos, sem tiragem intercostal. Pele e anexos sem alterações. Relata histórico de asma sem acompanhamento. Nega uso de medicamentos de uso contínuo. Considerando o quadro clínico acima, a abordagem clínica mais adequada:

Alternativas

  1. A) epinefrina intramuscular é recomendada, mesmo na ausência de anafilaxia.
  2. B) é uma paciente em crise asmática grave e a infusão de sulfato de magnésio deve ser instituída na urgência.
  3. C) aminofilina na dose de 240 mg endovenoso é uma opção, caso a saturação de oxigênio permaneça menor que 94% em uso de catéter nasal de oxigênio.
  4. D) mesmo na ausência de evidências de infecção, é indicada antibioticoterapia com ceftriaxona 2g endovenoso de imediato.
  5. E) aferição do pico de fluxo (peak flow) pode ser utilizada na reavaliação a cada hora.

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