UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
Menina, 12 anos, portadora de asma em acompanhamento irregular é admitida com desconforto respiratório e tosse pouco produtiva, de início há 6 horas. O pai informa que administrou 20 “jatos” de salbutamol a cerca de 20 minutos. Exame físico, incompleto, pois a criança só aceita ficar sentada: fala entrecortada; agitação; frequência respiratória = 42irpm; SpO2 = 91%, em ar ambiente; batimento de asa de nariz; retração de fúrcula e tiragem intercostal. O manejo inicial mais adequado é:
Crise asmática grave: Salbutamol repetido, corticoide oral e O2 suplementar são condutas iniciais essenciais.
A paciente apresenta sinais de crise asmática grave (FR elevada, SpO2 baixa, uso de musculatura acessória, agitação), mesmo após uso prévio de salbutamol. A conduta inicial deve incluir a repetição do broncodilatador, corticoide sistêmico para reduzir a inflamação e oxigênio suplementar para manter a saturação >92-94%.
A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco, que pode ser grave e potencialmente fatal, especialmente em crianças. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é crucial para um manejo adequado e para evitar desfechos desfavoráveis. Os sinais de gravidade incluem taquipneia, uso de musculatura acessória (batimento de asa de nariz, tiragem intercostal, retração de fúrcula), SpO2 abaixo de 92-94% em ar ambiente, agitação ou letargia, e dificuldade para falar. A história de uso recente e excessivo de broncodilatadores de curta ação (como salbutamol) também indica gravidade e falha da medicação de resgate. O manejo inicial de uma crise asmática grave envolve a administração repetida de broncodilatadores de curta ação (salbutamol), corticoide sistêmico (oral ou venoso) para controlar a inflamação subjacente, e oxigenoterapia para manter a saturação de oxigênio em níveis seguros. A avaliação contínua da resposta ao tratamento e a consideração de outras terapias, como sulfato de magnésio ou ventilação não invasiva/invasiva, são passos subsequentes em casos refratários.
Sinais de gravidade incluem taquipneia, SpO2 < 92-94% em ar ambiente, uso de musculatura acessória (batimento de asa de nariz, tiragem intercostal, retração de fúrcula), agitação, dificuldade para falar frases completas e cianose.
O corticoide oral (ou sistêmico) é fundamental para reduzir a inflamação das vias aéreas, que é a base da asma. Ele age mais lentamente que os broncodilatadores, mas é essencial para prevenir a progressão da crise e reduzir a necessidade de hospitalização.
O oxigênio suplementar deve ser ofertado sempre que a saturação de oxigênio estiver abaixo de 92-94% em ar ambiente, com o objetivo de manter a SpO2 dentro dessa faixa e prevenir hipoxemia.
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