HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Uma paciente de 45 anos com histórico de asma, controlada com corticosteroides inalatórios e broncodilatadores de curta duração, apresenta-se ao pronto-socorro com dispneia intensa, sibilância e dificuldade para falar. O exame físico revela frequência respiratória de 30 rpm, saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente e uso de músculos acessórios para respirar. Ela relata uso frequente de seu inalador de alívio nos últimos dias sem melhora significativa.De acordo com a última diretriz do GINA (Global Initiative for Asthma), qual deve ser a conduta inicial adequada?
Crise asmática grave → Corticosteroide sistêmico, O2 suplementar, broncodilatador de curta duração repetido.
Uma paciente com dispneia intensa, sibilância, saturação de O2 de 88% e uso de musculatura acessória apresenta uma crise asmática grave. A conduta inicial, conforme GINA, é agressiva e inclui corticosteroides sistêmicos para reduzir a inflamação, oxigenoterapia para corrigir a hipoxemia e broncodilatadores de curta duração em doses repetidas para aliviar o broncoespasmo.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as exacerbações agudas, ou crises asmáticas, são eventos comuns que podem variar de leves a potencialmente fatais. O caso clínico descreve uma paciente com histórico de asma que se apresenta com dispneia intensa, sibilância, dificuldade para falar, frequência respiratória elevada, saturação de oxigênio de 88% e uso de musculatura acessória. Esses são sinais inequívocos de uma crise asmática grave, exigindo intervenção imediata e agressiva. As diretrizes da GINA (Global Initiative for Asthma) são a referência mundial para o manejo da asma. Para uma crise asmática grave, a conduta inicial deve ser rápida e abrangente. O primeiro passo é a administração de oxigenoterapia para corrigir a hipoxemia, visando uma saturação de oxigênio entre 93-95%. Simultaneamente, devem ser administrados broncodilatadores de curta duração (agonistas beta-2 de curta ação, como salbutamol) em doses repetidas ou contínuas, preferencialmente por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador, para reverter o broncoespasmo. Além disso, a administração de corticosteroides sistêmicos (orais ou intravenosos) é fundamental para reduzir a inflamação subjacente das vias aéreas. Eles devem ser iniciados o mais rápido possível, pois seu efeito completo pode levar algumas horas. A combinação dessas terapias visa restaurar a função pulmonar, aliviar os sintomas e prevenir a progressão para insuficiência respiratória. A observação contínua e a reavaliação frequente da resposta ao tratamento são essenciais para guiar as próximas etapas do manejo.
Uma crise asmática é considerada grave quando o paciente apresenta dispneia intensa, dificuldade para falar, frequência respiratória elevada, taquicardia, saturação de oxigênio abaixo de 90-92% em ar ambiente, uso de musculatura acessória e sibilância intensa ou ausência de sibilos (tórax silencioso), indicando obstrução grave.
Os corticosteroides sistêmicos são cruciais na crise asmática grave porque agem reduzindo a inflamação das vias aéreas, que é a base da fisiopatologia da asma. Eles diminuem o edema da mucosa brônquica e a produção de muco, melhorando a resposta aos broncodilatadores e prevenindo a recorrência da crise.
A oxigenoterapia é indicada em uma crise asmática quando a saturação de oxigênio está abaixo de 90-92% em ar ambiente, ou se houver sinais de hipoxemia. O objetivo é manter a saturação entre 93-95% (ou 94-98% em crianças), corrigindo a hipoxemia e prevenindo complicações.
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