HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
Uma menina de cinco anos de idade, asmátca, foi levada ao setor de emergência com tosse e falta de ar há doze horas. Fez uso de salbutamol por aerosol dosimetrado, em casa, sem melhora. Ao exame físico, estava taquidispneica, acianótica, hidratada, com frequência respiratória de 48 ipm, saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente, tiragem subcostal e intercostal, além de retração de fúrcula. A ausculta respiratória revelou tempo expiratório prolongado e sibilos disseminados. Recebeu corticosteroide sistêmico e três inalações com beta-2 agonista e ipratrópio. Nesse caso hipotético, a melhor conduta é
Crise asmática grave refratária a beta-2 agonista + corticoide sistêmico → Sulfato de Magnésio IV.
Em uma crise asmática grave em criança que não respondeu ao tratamento inicial com beta-2 agonistas, ipratrópio e corticosteroides sistêmicos, o sulfato de magnésio endovenoso é a próxima conduta recomendada devido ao seu efeito broncodilatador e relaxante da musculatura lisa das vias aéreas.
A crise asmática grave em crianças é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento agressivo. A paciente apresenta sinais de gravidade, como taquipneia, saturação de oxigênio baixa (88% em ar ambiente) e uso intenso de musculatura acessória, além de não ter respondido ao tratamento inicial com salbutamol, ipratrópio e corticosteroide sistêmico. Nesse cenário de asma refratária, a escalada terapêutica é fundamental. O sulfato de magnésio endovenoso é uma terapia adjuvante bem estabelecida para crises asmáticas graves que não respondem à terapia convencional. Ele atua como um broncodilatador, relaxando a musculatura lisa das vias aéreas e melhorando a função pulmonar. Outras opções como terbutalina subcutânea ou aminofilina endovenosa são consideradas de segunda ou terceira linha, com menor perfil de segurança ou eficácia comparada ao magnésio em muitos casos. Corticosteroides inalatórios são para controle de longo prazo e não para a fase aguda. O manejo da crise asmática grave requer monitorização contínua e, por vezes, suporte ventilatório, se houver falha respiratória iminente.
O sulfato de magnésio endovenoso é indicado para crises asmáticas graves que não respondem adequadamente ao tratamento inicial com beta-2 agonistas inalatórios, anticolinérgicos e corticosteroides sistêmicos.
O sulfato de magnésio atua como um relaxante da musculatura lisa brônquica, possivelmente por inibir a entrada de cálcio nas células musculares e reduzir a liberação de acetilcolina, promovendo broncodilatação.
Sinais de crise asmática grave incluem taquipneia, uso de musculatura acessória, retração de fúrcula, tiragens subcostais e intercostais, sibilos intensos ou ausência de sibilos (tórax silencioso), e saturação de oxigênio abaixo de 92%.
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