Crise Asmática Grave Pediátrica: Manejo e Conduta

PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 6 anos, dá entrada em sala vermelha de unidade de pronto atendimento. Agitada, aparenta estar incomodada. Apresenta dispneia mesmo em repouso, limitando-se a responder o médico com expressões monossilábicas. Nota-se uso importante de musculatura acessória. Sua frequência respiratória é de 48 incursões por minuto, com saturação de 88% em ar ambiente. Sibilância audível em todos os campos pulmonares. A frequência cardíaca é de 125 bpm, com enchimento capilar de 2 segundos e níveis tensionais adequados. Afebril.A mãe relata que a criança é muito “alérgica”, que esteve “gripada nos últimos dias”, mas que nunca apresentou quadro de falta de ar tão intenso.Sobre a abordagem do quadro acima descrito, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Devido à taquicardia, considera-se iniciar a abordagem medicamentosa do quadro apenas com brometo de ipratrópio, visto que beta-agonista inalatório pode aumentar a frequência cardíaca.
  2. B) Deve-se instituir imediatamente o uso de oxigênio inalatório, e a associação entre beta-agonista inalatório e brometo de ipratrópio deve ser indicada.
  3. C) O uso de corticosteroide intravenoso deve ser a primeira opção medicamentosa, uma vez que a crise aguda de asma ocorre pela exacerbação do processo inflamatório crônico nas vias aéreas.
  4. D) Uma vez que é altamente improvável que o primeiro episódio de asma seja grave, deve-se atribuir o broncoespasmo a quadro alérgico de outra natureza, sendo temerário o uso precoce de beta-agonista inalatório.

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