USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Menina de 12 anos de idade com diagnóstico de asma desde os 2 anos de idade, sem uso de medicações de forma contínua. Chega ao pronto socorro com tosse, chiado, dispneia e vômitos há 1 dia. Exame físico: temperatura axilar: 36,7º C; frequência respiratória: 38 rpm; frequência cardíaca: 118 bpm; Sat 02 91 %; pico de fluxo expiratório 40% do predito. Dispneia moderada com tiragens intercostais, de fúrcula e sibilos expiratórios. Consciente e acianótica. O tratamento inicial ideal para essa paciente seria o B2 agonista de ação curta inalatório
Crise asmática grave (Sat O2 <92%, PFE <50%): B2 agonista inalatório (doses elevadas/repetidas) + Brometo de Ipratrópio + Corticoide EV. Oxigenoterapia é essencial.
Uma crise asmática grave, como a apresentada pela paciente (Sat O2 91%, PFE 40% do predito, tiragens), requer tratamento agressivo e imediato. A conduta inicial ideal inclui B2 agonistas de ação curta em doses elevadas e repetidas, associados ao brometo de ipratrópio (anticolinérgico) para broncodilatação sinérgica, e corticoide sistêmico (preferencialmente endovenoso em casos graves) para reduzir a inflamação das vias aéreas. A oxigenoterapia para manter Sat O2 >92% também é fundamental.
A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, resultante de broncoconstrição, edema da mucosa e hipersecreção. Em adolescentes, a falta de adesão ao tratamento de manutenção pode levar a crises mais graves. O reconhecimento rápido dos sinais de gravidade e o início de um tratamento agressivo são cruciais para evitar desfechos desfavoráveis, sendo um tema de alta relevância para residentes de emergência e pediatria. A avaliação da gravidade da crise asmática inclui a análise da frequência respiratória e cardíaca, saturação de oxigênio, pico de fluxo expiratório (PFE), nível de consciência e presença de tiragens. Uma Sat O2 <92% e PFE <50% do predito são indicadores de crise grave. O tratamento inicial visa reverter a broncoconstrição e reduzir a inflamação. Os B2 agonistas de ação curta (ex: salbutamol) são a primeira linha para broncodilatação, administrados em doses elevadas e repetidas. Em crises moderadas a graves, o brometo de ipratrópio deve ser adicionado aos B2 agonistas para um efeito broncodilatador sinérgico. Os corticosteroides sistêmicos (orais ou endovenosos) são fundamentais para reduzir a inflamação das vias aéreas, devendo ser administrados precocemente, mesmo que seu efeito demore algumas horas para se manifestar. A oxigenoterapia é essencial para manter a saturação de oxigênio acima de 92%. Residentes devem estar aptos a estratificar a gravidade da crise e aplicar o protocolo de tratamento adequado de forma rápida e eficaz.
Uma crise asmática é considerada grave quando há dispneia intensa, fala em frases curtas, frequência respiratória elevada, frequência cardíaca >120 bpm, Sat O2 <92% em ar ambiente, pico de fluxo expiratório (PFE) <50% do predito, uso de musculatura acessória e tiragens.
O brometo de ipratrópio, um anticolinérgico, atua sinergicamente com os B2 agonistas, promovendo broncodilatação adicional e reduzindo a secreção brônquica. É especialmente recomendado em crises moderadas a graves, pois melhora a função pulmonar e reduz a taxa de hospitalização quando associado aos B2 agonistas.
O corticoide endovenoso é indicado em crises asmáticas moderadas a graves, especialmente quando há vômitos ou dificuldade de deglutição, ou quando a resposta aos broncodilatadores é insuficiente. Ele atua reduzindo a inflamação das vias aéreas, mas seu efeito é mais tardio (horas), por isso deve ser administrado precocemente.
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