Crise Asmática Grave Pediátrica: Manejo na Emergência

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019

Enunciado

Kaylane, 8 anos, portadora de asma brônquica dá entrada na urgência com quadro de desconforto respiratório, tosse seca, agitação psicomotora, incapaz de falar palavras completas, tiragem subcostal intensa. AR: MV diminuídos e com sibilos expiratórios. Oximetria de pulso: 88%. Assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) O tratamento inicial deverá basear-se na administração de oxigênio, beta2-agonistas e corticóide.
  2. B) O brometo de ipatrópio é uma medicação adjuvante e trará benefícios, mesmo após o atendimento na sala vermelha.
  3. C) O uso do sulfato de magnésio poderá ser necessário.
  4. D) A mistura hélio-oxigênio pode ajudar no tratamento de Kaylane, mesmo com FiO2 menores.
  5. E) Caso seja necessário a intubação, manter um volume corrente alto é importante para o paciente asmático, mesmo com frequência respiratória menor.

Pérola Clínica

Crise asmática grave: ipratrópio tem benefício agudo, principalmente nas primeiras horas, não prolongado após estabilização.

Resumo-Chave

O brometo de ipratrópio é um broncodilatador anticolinérgico que atua sinergicamente com os beta2-agonistas na crise asmática grave, mas seu principal benefício ocorre nas primeiras horas do tratamento intensivo, não se estendendo significativamente após a estabilização inicial do paciente.

Contexto Educacional

A crise asmática grave em crianças é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento agressivo para prevenir a insuficiência respiratória. Os sinais de gravidade incluem agitação, incapacidade de falar frases completas, tiragem intensa, sibilos expiratórios diminuídos e saturação de oxigênio abaixo de 90%. O tratamento inicial envolve a administração de oxigênio para manter SpO2 > 92-95%, beta2-agonistas de curta ação (ex: salbutamol) por nebulização contínua ou doses repetidas, e corticoides sistêmicos (oral ou intravenoso) para reduzir a inflamação. O brometo de ipratrópio, um anticolinérgico, é um adjuvante útil nas primeiras horas da crise grave, potencializando a broncodilatação. Em casos refratários, outras terapias podem ser consideradas, como sulfato de magnésio intravenoso (relaxante muscular liso brônquico) e, em situações extremas, a mistura hélio-oxigênio (Heliox) para reduzir o trabalho respiratório. A intubação orotraqueal é a última linha de defesa, e a ventilação mecânica deve ser realizada com volumes correntes baixos e tempo expiratório prolongado para evitar o aprisionamento aéreo e barotrauma.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento inicial para uma crise asmática grave em crianças?

O tratamento inicial para crise asmática grave em crianças inclui oxigênio suplementar para manter SpO2 > 92%, beta2-agonistas de curta ação (ex: salbutamol) inalatórios e corticoides sistêmicos (oral ou intravenoso) para reduzir a inflamação.

Quando o sulfato de magnésio é indicado na crise asmática?

O sulfato de magnésio intravenoso é indicado em crises asmáticas graves que não respondem adequadamente ao tratamento inicial com beta2-agonistas e corticoides, atuando como um broncodilatador e relaxante da musculatura lisa brônquica.

Qual o papel do brometo de ipratrópio na crise asmática grave?

O brometo de ipratrópio, um anticolinérgico, é um adjuvante aos beta2-agonistas, especialmente nas crises graves, potencializando a broncodilatação e melhorando a resposta ao tratamento nas primeiras horas.

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