UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Escolar de 8 anos deu entrada no pronto atendimento em crise de asma que teve início há 24 horas. A mãe refere que ele tosse, está cansado, com chiado no peito e vomitando. Ao exame físico: está lúcido, orientado, acianótico, temperatura axilar 36,7°C; FR: 38 irpm; FC: 119 bpm; saturimetria 95%; dispneia moderada; com retrações intercostais e sibilos expiratórios. O tratamento indicado neste momento é:
Crise asmática moderada → Beta-2-agonista de curta ação inalatório é a primeira linha.
Em uma crise asmática, o broncoespasmo é o principal componente fisiopatológico. Beta-2-agonistas de curta ação (SABA), como o salbutamol, são a primeira linha de tratamento por promoverem rápida broncodilatação, aliviando os sintomas de dispneia e sibilos.
A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por broncoespasmo, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco. Em crianças, a rápida identificação da gravidade e o início precoce do tratamento são cruciais para evitar a progressão para quadros mais graves e a necessidade de internação. A avaliação clínica inclui a frequência respiratória, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e presença de retrações. O tratamento de primeira linha para a crise asmática, independentemente da gravidade inicial (exceto em casos muito leves que podem responder apenas a repouso), são os beta-2-agonistas de curta ação (SABA), como o salbutamol. Eles agem relaxando a musculatura lisa brônquica, promovendo broncodilatação rápida. A via inalatória é preferencial devido ao início de ação rápido e menor incidência de efeitos sistêmicos. Em crises moderadas a graves, além dos SABA, é fundamental a administração de corticosteroides sistêmicos (oral ou intravenoso) para combater a inflamação subjacente, e oxigenoterapia se a saturação estiver abaixo de 95%. A aminofilina intravenosa e os leucotrienos orais não são tratamentos de primeira linha para a crise aguda, sendo a aminofilina reservada para casos refratários e os leucotrienos para controle de longo prazo.
Sinais incluem dispneia, tosse, sibilos audíveis, taquipneia, taquicardia, retrações intercostais e saturação de oxigênio entre 90-95% em ar ambiente.
O tratamento de primeira linha é o uso de beta-2-agonistas de curta ação (SABA), como o salbutamol, por via inalatória, que promovem rápida broncodilatação e alívio dos sintomas.
Corticoides sistêmicos são indicados em crises moderadas a graves, após a administração inicial de SABA, para reduzir a inflamação subjacente e prevenir a recorrência dos sintomas.
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