IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Um paciente de 28 anos, asmático, procurou atendimento na Emergência, queixando-se de rinorreia, tosse seca e dispneia há 1 dia. Relatou ter esquecido medicação de resgate em casa e querer apenas “fazer uma inalação”. No momento do exame, queixava-se de dispneia leve, mas se apresentava dispneico, taquicárdico, com FR = 28irpm, sibilos difusos e SatO, = 90% em ar ambiente. Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa correta:
Crise asmática: SatO2 < 92% em ar ambiente, taquicardia, dispneia intensa → alto risco de evolução desfavorável.
Um paciente asmático com SatO2 de 90% em ar ambiente, taquicardia, FR elevada e sibilos difusos, mesmo com dispneia 'leve' referida, indica uma crise asmática moderada a grave e alto risco de piora. A avaliação objetiva é mais importante que a percepção do paciente.
A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e aperto no peito, resultante de broncoconstrição, edema da mucosa e hipersecreção de muco. A avaliação rápida e precisa da gravidade é crucial para determinar a conduta terapêutica e prevenir desfechos desfavoráveis, especialmente em pacientes com histórico de asma grave ou exacerbações prévias. No caso apresentado, a SatO2 de 90% em ar ambiente, taquicardia (mesmo que a dispneia seja referida como 'leve' pelo paciente), e sibilos difusos são indicadores de uma crise asmática moderada a grave. A hipoxemia (SatO2 < 92-94%) é um sinal de alerta importante que indica comprometimento significativo da troca gasosa e coloca o paciente em alto risco de evolução desfavorável, exigindo intervenção imediata e monitoramento contínuo. O tratamento inicial deve ser agressivo e incluir oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação (beta-2-agonistas) inalatórios, e corticosteroides sistêmicos. Em crises mais graves, a adição de brometo de ipratrópio e sulfato de magnésio intravenoso pode ser considerada. É fundamental que residentes saibam reconhecer os sinais de gravidade e iniciar o tratamento adequado prontamente para evitar a progressão para insuficiência respiratória.
Sinais de crise grave incluem dispneia intensa, fala em frases curtas, agitação, uso de musculatura acessória, taquipneia, taquicardia, sibilos difusos e, principalmente, SatO2 < 92% em ar ambiente.
A conduta inicial inclui oxigenoterapia para manter SatO2 > 92-94%, broncodilatadores de curta ação (beta-2-agonistas) inalatórios, corticosteroides sistêmicos e, em casos mais graves, brometo de ipratrópio e sulfato de magnésio intravenoso.
A SatO2 reflete a oxigenação do paciente e é um indicador objetivo da gravidade da obstrução das vias aéreas e da hipoxemia. Valores abaixo de 92% em ar ambiente indicam necessidade de oxigenoterapia e tratamento intensivo.
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