Crise Asmática em Pré-Escolar: Manejo com Salbutamol

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 2 anos, 12Kg, é levado por seus pais a emergência do HPM com história de tosse seca há 1 dia, com piora progressiva e há poucas horas evoluiu com taquipnéia, queixando-se de dispneia. Ao exame físico, sibilância difusa, frequência respiratória de 43 IRPM, tiragem subcostal, saturação de O² de 91% AA. De acordo com as Diretrizes da ASBAI e SBP para sibilância e asma no pré-escolar, qual a conduta mais acertada para melhora clínica e redução de hospitalização?

Alternativas

  1. A) Iniciar salbutamol imediatamente, 4 puffs, repetindo com intervalos de 20 minutos na primeira hora.
  2. B) Iniciar fenoterol, 4 gotas, repetindo com intervalos de 20 minutos na primeira hora.
  3. C) Iniciar imediatamente prednisolona 1mg/kg.
  4. D) Iniciar Azitromicina ainda na emergência.
  5. E) Iniciar corticóide inalatório ainda na emergência.

Pérola Clínica

Crise asmática em pré-escolar com sibilância e SatO2 91% → Salbutamol 4 puffs, repetir a cada 20 min na 1ª hora.

Resumo-Chave

Em uma crise asmática aguda em pré-escolar, com sinais de gravidade como taquipneia, tiragem e saturação de O2 limítrofe (91%), a conduta inicial mais acertada é a administração de broncodilatador de curta ação, como o salbutamol, em doses repetidas para rápida reversão da broncoconstrição.

Contexto Educacional

A crise asmática aguda em pré-escolares é uma condição comum na emergência pediátrica, caracterizada por broncoconstrição, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco. A avaliação da gravidade é crucial para guiar o tratamento, considerando a frequência respiratória, presença de tiragens, sibilância, nível de consciência e saturação de oxigênio. Uma saturação de 91% em ar ambiente, associada a taquipneia e tiragem, indica uma crise moderada a grave. A fisiopatologia da asma envolve uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas, que se exacerba em crises, levando à broncoconstrição e aumento da resistência ao fluxo aéreo. O tratamento inicial visa reverter rapidamente a broncoconstrição. Os beta-2 agonistas de curta ação, como o salbutamol, são a primeira linha de tratamento, agindo na musculatura lisa brônquica para promover relaxamento e dilatação das vias aéreas. A administração por inalador dosimetrado com espaçador é preferível à nebulização em muitos casos, por ser igualmente eficaz e mais rápida. A conduta mais acertada para este caso é iniciar salbutamol imediatamente, com doses repetidas na primeira hora, conforme as diretrizes da ASBAI e SBP. O uso precoce de corticosteroides sistêmicos (como prednisolona) também é indicado em crises moderadas a graves para reduzir a inflamação, mas a prioridade inicial é a broncodilatação. A azitromicina não tem papel na crise aguda, e o corticosteroide inalatório não é suficiente para reverter uma crise estabelecida.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade de uma crise asmática em pré-escolares?

Sinais de gravidade incluem taquipneia, tiragem subcostal/intercostal, sibilância intensa ou ausente, dificuldade para falar, agitação ou sonolência, e saturação de oxigênio abaixo de 92-94% em ar ambiente.

Qual a dose e frequência do salbutamol em uma crise asmática pediátrica?

A dose de salbutamol para pré-escolares é geralmente de 4 puffs (100 mcg/puff) via espaçador, repetida a cada 20 minutos na primeira hora, e depois a cada 1-4 horas, conforme a resposta clínica.

Quando considerar o uso de corticosteroide oral em uma crise asmática pediátrica?

O corticosteroide oral (ex: prednisolona) deve ser considerado precocemente em crises moderadas a graves, geralmente após a primeira hora de broncodilatador, para reduzir a inflamação e prevenir a recorrência da crise.

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