UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Nathália, 7 anos, com história de crises recorrentes de sibilância associadas com falta de ar, tendo quatro episódios nos últimos 6 meses, deu entrada no Pronto Socorro com nova crise. Ao exame: alerta, acianótica, traquipneica, frases entrecortadas durante a fala, tiragem intercostal e de fúrcula, murmúrio vesicular globalmente reduzido e sibilos expiratórios. Qual a conduta CORRETA para o tratamento desse quadro?
Crise asmática moderada/grave em criança → broncodilatador de curta duração + corticoide oral.
Em uma crise asmática aguda em criança com sinais de gravidade (taquipneia, frases entrecortadas, tiragem), a conduta inicial correta inclui broncodilatadores de curta duração (como salbutamol) por via inalatória e corticoide sistêmico (oral ou injetável) para reduzir a inflamação. O corticoide oral é preferível se o paciente tolera.
A crise asmática aguda em crianças é uma emergência pediátrica comum que exige reconhecimento rápido e tratamento eficaz para prevenir desfechos adversos. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as crises são exacerbações caracterizadas por broncoespasmo, edema da mucosa e hipersecreção, levando a sibilância, tosse e dispneia. É crucial para residentes saber identificar os sinais de gravidade para um manejo adequado. O diagnóstico de uma crise asmática baseia-se na história clínica de sibilância recorrente e no exame físico, que pode revelar taquipneia, tiragem, sibilos e murmúrio vesicular reduzido. A avaliação da gravidade é fundamental para guiar a conduta, observando a capacidade de fala, nível de consciência, frequência respiratória e cardíaca, e saturação de oxigênio. O tratamento da crise asmática aguda envolve primariamente broncodilatadores de curta duração (agonistas beta-2, como o salbutamol) por via inalatória para reverter o broncoespasmo, e corticosteroides sistêmicos (oral ou injetável, como a prednisolona) para reduzir a inflamação das vias aéreas. O corticoide oral é geralmente preferível se o paciente tolera, devido à sua eficácia equivalente e menor invasividade. Broncodilatadores de longa duração não são indicados para o tratamento da crise aguda.
Sinais de gravidade incluem taquipneia, uso de musculatura acessória (tiragem intercostal, de fúrcula), dificuldade para falar frases completas, agitação ou sonolência, e cianose.
A conduta inicial envolve a administração de broncodilatadores de curta duração (ex: salbutamol) por via inalatória, repetidamente, e um corticosteroide sistêmico (oral ou injetável) para controlar a inflamação.
O corticoide oral tem a mesma eficácia que o injetável na crise asmática e é menos invasivo. A via oral é preferível sempre que o paciente estiver alerta e tolerar a medicação, facilitando a administração e reduzindo o desconforto.
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