Crise Asmática Aguda: Tratamento e Manejo Inicial

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

A asma é a doença crônica mais prevalente na população infantil, sendo a 3ª causa de hospitalização em menores de 18 anos de idade nos Estados Unidos e a 4ª no Brasil, considerando todos os grupos etários. Sobre o tratamento da crise asmática aguda, marque a opção correta:

Alternativas

  1. A) O sulfato de magnésio tem sido amplamente utilizado, não necessitando de monitoração dos seus níveis plasmáticos.
  2. B) As drogas beta-2-agonistas inalatórias constituem-se no primeiro recurso a ser administrado em crises agudas de asma.
  3. C) Os corticoides inalatórios apresentam a mesma eficácia clínica quando comparados às rotas orais e/ou parenterais.
  4. D) O beta-2-agonista endovenoso é a alternativa farmacológica inicial na tentativa de evitar evolução para insuficiência respiratória.
  5. E) A terapia com antimicrobianos é feita empiricamente em quadros agudos de asma leve, na infância.

Pérola Clínica

Crise asmática aguda → beta-2-agonistas inalatórios de curta ação (SABA) são a primeira linha de tratamento.

Resumo-Chave

Beta-2-agonistas de curta ação (SABA) inalatórios, como o salbutamol, são a pedra angular do tratamento da crise asmática aguda devido ao seu rápido início de ação na broncodilatação. Eles devem ser administrados prontamente para aliviar o broncoespasmo e melhorar o fluxo aéreo.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, frequentemente reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma das doenças crônicas mais comuns na infância, com impacto significativo na qualidade de vida e na morbimortalidade. As crises asmáticas agudas são episódios de piora progressiva da dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, exigindo intervenção imediata. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoespasmo, edema da mucosa brônquica e produção excessiva de muco, levando à obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na resposta ao tratamento. É crucial avaliar a gravidade da crise para guiar a conduta, observando sinais como frequência respiratória, uso de musculatura acessória, sibilância e nível de consciência. O tratamento da crise asmática aguda tem como pilares a broncodilatação e a redução da inflamação. Os beta-2-agonistas de curta ação (SABA) inalatórios são a primeira escolha devido ao seu rápido início de ação. Corticoides sistêmicos são adicionados em crises moderadas a graves para controlar a inflamação. Oxigenoterapia é indicada para hipoxemia. Outras terapias, como anticolinérgicos inalatórios (brometo de ipratrópio) e sulfato de magnésio, podem ser usadas em crises mais graves. O manejo adequado da crise é fundamental para prevenir a progressão para insuficiência respiratória e reduzir a necessidade de hospitalização.

Perguntas Frequentes

Qual é a primeira linha de tratamento para uma crise asmática aguda?

A primeira linha de tratamento para uma crise asmática aguda são os beta-2-agonistas de curta ação (SABA) inalatórios, como o salbutamol, que promovem rápida broncodilatação e alívio dos sintomas.

Quando os corticoides sistêmicos são indicados na crise asmática?

Os corticoides sistêmicos (orais ou parenterais) são indicados em crises asmáticas moderadas a graves, ou naquelas que não respondem adequadamente aos SABA, para reduzir a inflamação e prevenir a recorrência.

O sulfato de magnésio é usado em todas as crises asmáticas?

Não, o sulfato de magnésio é reservado para crises asmáticas graves ou com risco de vida, que não respondem à terapia inicial com SABA e corticoides, devido ao seu efeito broncodilatador adicional.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo