HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020
A asma é a doença crônica mais prevalente na população infantil, sendo a 3ª causa de hospitalização em menores de 18 anos de idade nos Estados Unidos e a 4ª no Brasil, considerando todos os grupos etários. Sobre o tratamento da crise asmática aguda, marque a opção correta:
Crise asmática aguda → beta-2-agonistas inalatórios de curta ação (SABA) são a primeira linha de tratamento.
Beta-2-agonistas de curta ação (SABA) inalatórios, como o salbutamol, são a pedra angular do tratamento da crise asmática aguda devido ao seu rápido início de ação na broncodilatação. Eles devem ser administrados prontamente para aliviar o broncoespasmo e melhorar o fluxo aéreo.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, frequentemente reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma das doenças crônicas mais comuns na infância, com impacto significativo na qualidade de vida e na morbimortalidade. As crises asmáticas agudas são episódios de piora progressiva da dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, exigindo intervenção imediata. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoespasmo, edema da mucosa brônquica e produção excessiva de muco, levando à obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na resposta ao tratamento. É crucial avaliar a gravidade da crise para guiar a conduta, observando sinais como frequência respiratória, uso de musculatura acessória, sibilância e nível de consciência. O tratamento da crise asmática aguda tem como pilares a broncodilatação e a redução da inflamação. Os beta-2-agonistas de curta ação (SABA) inalatórios são a primeira escolha devido ao seu rápido início de ação. Corticoides sistêmicos são adicionados em crises moderadas a graves para controlar a inflamação. Oxigenoterapia é indicada para hipoxemia. Outras terapias, como anticolinérgicos inalatórios (brometo de ipratrópio) e sulfato de magnésio, podem ser usadas em crises mais graves. O manejo adequado da crise é fundamental para prevenir a progressão para insuficiência respiratória e reduzir a necessidade de hospitalização.
A primeira linha de tratamento para uma crise asmática aguda são os beta-2-agonistas de curta ação (SABA) inalatórios, como o salbutamol, que promovem rápida broncodilatação e alívio dos sintomas.
Os corticoides sistêmicos (orais ou parenterais) são indicados em crises asmáticas moderadas a graves, ou naquelas que não respondem adequadamente aos SABA, para reduzir a inflamação e prevenir a recorrência.
Não, o sulfato de magnésio é reservado para crises asmáticas graves ou com risco de vida, que não respondem à terapia inicial com SABA e corticoides, devido ao seu efeito broncodilatador adicional.
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