HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2019
Criança de 12 anos é trazida à emergência devido à falta de ar. Relata tosse seca há 24 horas e nega febre.No exame físico a criança se encontra em regular estado geral, corada, hidratada. Sinais vitais mostram uma frequência cardíaca de 120 bpm e frequência respiratória de 42 irpm com saturação de 92% em ar ambiente. A ausculta pulmonar mostra sibilos expiratórios difusos. Marque a alternativa com a melhor conduta.
Crise asmática com SatO2 <94% → ß2 agonista inalatório + oxigenoterapia.
O quadro clínico (tosse seca, falta de ar, sibilos expiratórios difusos, SatO2 92%) é altamente sugestivo de crise asmática. A conduta inicial e mais eficaz é a administração de um broncodilatador beta-2 agonista de curta ação (como salbutamol) por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador, associada à oxigenoterapia para corrigir a hipoxemia.
A crise asmática é uma das emergências pediátricas mais frequentes, caracterizada por broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco nas vias aéreas, levando a obstrução e desconforto respiratório. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sibilância recorrente ou fatores desencadeantes, e no exame físico com sibilos expiratórios difusos, taquipneia e, em casos mais graves, tiragens e hipoxemia. A fisiopatologia envolve a contração da musculatura lisa brônquica e edema da mucosa, resultando em estreitamento das vias aéreas e aprisionamento de ar. O objetivo do tratamento é reverter rapidamente o broncoespasmo e corrigir a hipoxemia. A conduta inicial e mais eficaz é a administração de beta-2 agonistas de curta ação (como salbutamol) por via inalatória, que promovem a broncodilatação. A oxigenoterapia é fundamental para corrigir a hipoxemia, especialmente se a saturação de oxigênio estiver abaixo de 94%. Corticoides sistêmicos devem ser considerados em crises moderadas a graves para reduzir a inflamação subjacente, mas a prioridade é a broncodilatação e oxigenação. O monitoramento contínuo da resposta ao tratamento, incluindo FR, SatO2 e ausculta, é crucial para guiar a terapia e identificar a necessidade de escalonamento ou internação.
A dose de salbutamol varia com a idade e peso, geralmente 0,15 mg/kg (mínimo 2,5 mg) por nebulização a cada 20 minutos por 1 hora, ou 2-4 jatos de MDI com espaçador.
Corticoides sistêmicos (oral ou venoso) são indicados em crises moderadas a graves, ou naquelas que não respondem bem aos broncodilatadores iniciais, para reduzir a inflamação e prevenir a recorrência.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragens importantes, cianose, SatO2 <90%, alteração do nível de consciência, ausência de sibilos (tórax silencioso) e falha na resposta ao tratamento inicial.
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