INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011
Um estudante, com 15 anos de idade, chega à Emergência informando ser portador de asma desde a infância. Relata que manteve controle da asma nos últimos meses e que apresenta piora há dois dias, quando passou a apresentar dispneia associada à tosse, expectoração mucosa e chiado no peito. Ao exame físico observa-se tórax tipo pectus carinatum, com discreta tiragem intercostal; frequência respiratória = 32 irpm; Frequência cardíaca=100 bpm; ausculta pulmonar com sibilos difusos. Na sala de Emergência, diante do paciente com crise asmática, além do quadro clínico, consideram-se como procedimentos objetivos importantes para avaliação da gravidade, a realização, quando possível, de:
Gravidade da asma na emergência → PFE + SatO2 (procedimentos objetivos essenciais).
A avaliação da crise asmática deve unir o quadro clínico a medidas objetivas como o PFE e a oximetria para classificar a gravidade e guiar a conduta.
O manejo da exacerbação asmática na emergência baseia-se na rapidez da avaliação e na intensidade da terapia. Embora o exame físico (frequência respiratória, uso de musculatura acessória, sibilância) seja fundamental, ele pode ser subjetivo. Por isso, diretrizes internacionais como o GINA recomendam o uso de medidas objetivas. O PFE fornece um dado funcional da obstrução, enquanto a oximetria avalia a troca gasosa. Juntos, esses parâmetros permitem estratificar o paciente em crise leve/moderada ou grave/muito grave, definindo a frequência das nebulizações e a necessidade de corticoterapia sistêmica precoce.
O Pico de Fluxo Expiratório (PFE) ou o VEF1 são medidas objetivas da obstrução das vias aéreas. Em uma crise, valores abaixo de 50% do melhor pessoal indicam gravidade. Ele ajuda a monitorar a resposta ao tratamento broncodilatador de forma mais precisa que apenas a ausculta pulmonar.
A gasometria arterial é reservada para pacientes com SatO2 < 92% em ar ambiente ou aqueles que não respondem ao tratamento inicial e apresentam sinais de exaustão respiratória. A presença de uma PaCO2 normal ou elevada em um paciente taquipneico é um sinal de alerta crítico para insuficiência respiratória iminente.
A oximetria de pulso é um método não invasivo essencial para detectar hipoxemia precocemente. Valores de SatO2 abaixo de 92% (em crianças) ou 90% (em adultos) são indicadores de crise grave e necessidade de oxigenoterapia suplementar e monitorização intensiva.
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