SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2023
Criança de 5 anos, vem acompanhada da mãe em consulta. Refere início de tosse seca e dispneia há 6 horas após brincar na casa da vizinha. Além disso, notaram um chiado no peito. Mãe refere que filho já teve quadro anterior semelhante, porém esporádico. Nega comorbidades, internamentos e alergias. Durante anamnese, descobre-se que paciente não tem animais de estimação, porém a vizinha possui gatos. No exame físico: responde às perguntas sem dificuldade, Peso 30 Kg, altura 1,20m, frequência respiratória 24 respirações por minutos, frequência cardíaca 98 batimentos por minuto, Saturação O2 em ar ambiente 95%, leve tiragem de fúrcula, bulhas cardíacas rítmicas normofonéticas sem sopro, murmúrio vesicular presente e simétrico bilateral, presença de sibilos expiratórios difusos bilateral. Diante do quadro, qual melhor conduta a ser instituída:
Crise de asma aguda pediátrica: O2 (Sat 94-98%) + SABA (4-10 jatos) c/ espaçador a cada 20 min por 1h.
Em uma crise de asma aguda em criança, a conduta inicial envolve a oferta de oxigênio para manter a saturação adequada (94-98%) e a administração de broncodilatadores de curta ação (SABA, como salbutamol) via inalatória, preferencialmente com espaçador, em doses repetidas a cada 20 minutos por uma hora, para promover a broncodilatação rápida e eficaz.
A crise de asma aguda em crianças é uma emergência comum que requer reconhecimento e tratamento rápidos para evitar complicações. Caracteriza-se por exacerbação dos sintomas como tosse, dispneia e sibilos, geralmente desencadeada por infecções virais, alérgenos ou irritantes. A avaliação da gravidade é fundamental e inclui a frequência respiratória, frequência cardíaca, saturação de oxigênio, uso de musculatura acessória e nível de consciência. O manejo inicial da crise asmática visa aliviar a broncoconstrição e a inflamação das vias aéreas. A oxigenoterapia é indicada para manter a saturação de oxigênio entre 94% e 98%. O pilar do tratamento são os broncodilatadores de curta ação (SABA), como o salbutamol, administrados por via inalatória. A dose recomendada é de 4 a 10 jatos (puffs) a cada 20 minutos por uma hora, utilizando um espaçador para otimizar a entrega do medicamento. Além dos SABA, corticosteroides sistêmicos (orais ou intravenosos) são frequentemente utilizados para reduzir a inflamação, especialmente em crises moderadas a graves. A monitorização contínua da resposta ao tratamento e a reavaliação da gravidade são essenciais. Após a estabilização, é importante revisar o plano de ação para asma e a terapia de controle a longo prazo, incluindo a identificação e evitação de gatilhos.
O espaçador é crucial para otimizar a entrega do medicamento aos pulmões, minimizando a deposição na orofaringe e aumentando a eficácia do broncodilatador. É especialmente importante em crianças que têm dificuldade em coordenar a inalação.
A oxigenoterapia é indicada quando a saturação de oxigênio em ar ambiente está abaixo de 94% ou se a criança apresenta sinais de desconforto respiratório significativo. O objetivo é manter a saturação entre 94% e 98%.
Broncodilatadores de curta ação (SABA) são usados para alívio rápido dos sintomas na crise aguda devido ao seu início de ação rápido. Broncodilatadores de longa ação (LABA) são usados para controle e manutenção da asma, não sendo apropriados para o tratamento de crises agudas.
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