Crise Asmática Aguda: Conduta Imediata e Essencial

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 40 anos de idade, com histórico de asma e rinite alérgica, apresenta quadro de dispneia progressiva e sibilos. O exame físico mostrou FC = 100 bpm, FR = 26 irpm, SatO2 = 89%.Qual é a conduta imediata a ser adotada nesse caso?

Alternativas

  1. A) Iniciar broncodilatador de ação curta e observar a resposta.
  2. B) Solicitar radiografia de tórax para avaliação.
  3. C) Prescrever corticoide sistêmico imediatamente.
  4. D) Encaminhar para hospitalização em unidade de terapia intensiva.

Pérola Clínica

Crise asmática aguda com hipoxemia (SatO2 89%) → broncodilatador de ação curta imediato.

Resumo-Chave

Em um paciente com histórico de asma e rinite alérgica apresentando dispneia progressiva, sibilos e hipoxemia (SatO2 89%), a conduta imediata é iniciar broncodilatador de ação curta. Essa medida visa reverter rapidamente o broncoespasmo, que é a principal causa dos sintomas e da baixa saturação, permitindo a melhora da ventilação e oxigenação.

Contexto Educacional

A crise asmática aguda é uma exacerbação dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, resultante de broncoespasmo, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco. É uma emergência médica comum, e o reconhecimento e tratamento rápidos são cruciais para prevenir desfechos adversos. Pacientes com histórico de asma e rinite alérgica têm maior risco de exacerbações. A fisiopatologia da crise asmática envolve a contração da musculatura lisa brônquica, edema da mucosa e produção excessiva de muco, levando à obstrução do fluxo aéreo. A hipoxemia (SatO2 < 90%) é um sinal de gravidade que indica ventilação inadequada. A conduta inicial visa reverter o broncoespasmo rapidamente. A conduta imediata em uma crise asmática aguda, especialmente na presença de hipoxemia, é a administração de broncodilatadores de ação curta (beta-2 agonistas, como o salbutamol) por via inalatória. A resposta deve ser monitorada, e se houver melhora, o paciente pode ser observado. Em casos de não resposta ou gravidade persistente, outras medidas como oxigenoterapia, corticoides sistêmicos e, em situações extremas, intubação e ventilação mecânica podem ser necessárias. Para residentes, é vital dominar o algoritmo de manejo da crise asmática, priorizando a estabilização respiratória do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade em uma crise asmática que indicam necessidade de intervenção imediata?

Sinais de gravidade incluem dispneia intensa, uso de musculatura acessória, fala interrompida, taquipneia, taquicardia, sibilos audíveis à distância ou ausência de sibilos (sinal de mau prognóstico), e hipoxemia (SatO2 < 90%).

Por que o broncodilatador de ação curta é a primeira linha de tratamento na crise asmática?

Os broncodilatadores de ação curta (beta-2 agonistas) agem rapidamente relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, revertendo o broncoespasmo e melhorando o fluxo de ar, o que é crucial para aliviar a dispneia e a hipoxemia em uma crise aguda.

Quando se deve considerar a hospitalização ou uso de corticoides sistêmicos em uma crise asmática?

A hospitalização deve ser considerada se o paciente não responder adequadamente ao tratamento inicial com broncodilatadores, apresentar sinais de gravidade persistentes ou piora. Corticoides sistêmicos são indicados precocemente em crises moderadas a graves para reduzir a inflamação subjacente.

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