UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
No Pronto Atendimento, a primeira conduta em uma criança de 8 anos em crise asmática aguda é:
Crise asmática aguda em criança → primeira conduta é nebulização com beta-2-agonista (ex: salbutamol).
A primeira conduta no pronto atendimento para uma criança em crise asmática aguda é a administração de broncodilatadores de curta ação, como os beta-2-agonistas (ex: salbutamol), preferencialmente por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador, para promover a rápida reversão do broncoespasmo.
A crise asmática aguda em crianças é uma emergência pediátrica comum que requer reconhecimento e manejo rápidos e eficazes no pronto atendimento. O objetivo principal do tratamento inicial é aliviar o broncoespasmo e a inflamação das vias aéreas, restaurando a função pulmonar e prevenindo a progressão para insuficiência respiratória. A abordagem terapêutica deve seguir protocolos bem estabelecidos para garantir a segurança e a eficácia. A primeira e mais crucial conduta é a administração de broncodilatadores de curta ação, sendo os beta-2-agonistas (como o salbutamol ou fenoterol) a escolha primária. Eles atuam rapidamente relaxando a musculatura lisa brônquica e revertendo o broncoespasmo. A via de administração preferencial é a inalatória, seja por nebulização ou por inalador dosimetrado com espaçador, que garante a entrega eficaz da medicação aos pulmões. Além dos beta-2-agonistas, outras medicações como os corticoides sistêmicos (orais ou intravenosos) são fundamentais para reduzir a inflamação subjacente, mas geralmente são administrados após ou em conjunto com os broncodilatadores. O brometo de ipratrópio pode ser adicionado em casos de crise moderada a grave para potencializar a broncodilatação, e o sulfato de magnésio é reservado para crises graves e refratárias. O residente deve estar apto a avaliar a gravidade da crise e iniciar o tratamento de forma sequencial e apropriada.
Os beta-2-agonistas atuam estimulando os receptores beta-2 adrenérgicos na musculatura lisa brônquica, promovendo relaxamento e broncodilatação rápida, aliviando o broncoespasmo.
O corticoide sistêmico deve ser administrado precocemente na crise asmática moderada a grave, geralmente após ou concomitantemente aos beta-2-agonistas, para reduzir a inflamação e prevenir a recorrência.
O brometo de ipratrópio, um anticolinérgico, é indicado como terapia adjuvante aos beta-2-agonistas em crises asmáticas moderadas a graves, potencializando a broncodilatação.
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