Crise Asmática em Crianças: Tratamento Inicial no PS

COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020

Enunciado

Um escolar de 6 anos é levado ao pronto socorro atendimento em crise de tosse emetizante há 12 horas. A mãe relata tosse, chiado, dispneia e vômitos. Ao exame físico, está lúcido, orientado, acianótico e afebril, com FR= 33irpm, FC = 128bpm, SaTO² = 91%, dispneia moderada com relação subdiafragmática e sibilos expiratórios. O tratamento indicado, nesse momento, é:

Alternativas

  1. A) Corticosteroide oral
  2. B) Aminofilina intravenosa
  3. C) Corticosteroide intravenoso
  4. D) Adrenalina subcutânea
  5. E) Beta-2-agonistas de ação curta por via inalatória

Pérola Clínica

Crise asmática em escolar com SaO2 91% e sibilos → Beta-2-agonistas de ação curta inalatórios (SABA) é a conduta inicial.

Resumo-Chave

Em uma crise asmática aguda, como a apresentada pelo escolar, a prioridade é reverter a broncoconstrição. Os beta-2-agonistas de ação curta (SABA), como o salbutamol, são a primeira linha de tratamento por via inalatória, promovendo broncodilatação rápida e alívio dos sintomas. A baixa saturação (91%) indica necessidade de intervenção imediata.

Contexto Educacional

A crise asmática aguda é uma das emergências pediátricas mais comuns, caracterizada por broncoconstrição, inflamação e hipersecreção de muco nas vias aéreas. É fundamental que estudantes e residentes de medicina saibam identificar e manejar prontamente esses quadros, que podem evoluir rapidamente para insuficiência respiratória se não tratados adequadamente. O manejo inicial de uma crise asmática visa reverter a broncoconstrição e melhorar a oxigenação. A terapia de primeira linha consiste na administração de beta-2-agonistas de ação curta (SABA), como o salbutamol, por via inalatória (nebulização ou espaçador com máscara/bocal). Esses medicamentos atuam relaxando a musculatura lisa brônquica, promovendo broncodilatação rápida. A saturação de oxigênio de 91% no caso apresentado indica a necessidade de oxigenoterapia suplementar, além dos broncodilatadores. Além dos SABA, corticosteroides sistêmicos (orais ou intravenosos) são frequentemente indicados em crises moderadas a graves para reduzir a inflamação subjacente, embora seu efeito seja mais tardio. Outras terapias, como brometo de ipratrópio (anticolinérgico) e sulfato de magnésio, podem ser consideradas em casos mais graves ou refratários. A monitorização contínua da resposta ao tratamento, incluindo saturação de oxigênio e frequência respiratória, é crucial para guiar a conduta e identificar a necessidade de escalonamento terapêutico.

Perguntas Frequentes

Qual é a primeira linha de tratamento para uma crise asmática aguda em crianças?

A primeira linha de tratamento para uma crise asmática aguda em crianças são os beta-2-agonistas de ação curta (SABA), como o salbutamol, administrados por via inalatória para promover broncodilatação rápida.

Quando devo considerar o uso de corticosteroides em uma crise asmática?

Corticosteroides sistêmicos (orais ou intravenosos) são indicados em crises asmáticas moderadas a graves, ou naquelas que não respondem adequadamente aos broncodilatadores, para reduzir a inflamação das vias aéreas.

Quais são os sinais de gravidade em uma crise asmática pediátrica?

Sinais de gravidade incluem dispneia intensa, taquipneia, taquicardia, saturação de oxigênio abaixo de 92-90%, uso de musculatura acessória, cianose e alteração do nível de consciência.

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