HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
As terapias NÃO recomendadas para o tratamento de crise de asma incluem:
Crise de asma: Fisioterapia respiratória e adrenalina sistêmica NÃO são recomendadas.
Na crise asmática, a fisioterapia respiratória pode aumentar o desconforto e a adrenalina sistêmica tem mais efeitos adversos que benefícios em comparação com beta2 agonistas inalatórios. O tratamento foca em broncodilatadores e corticoides.
A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e aperto no peito, que requer intervenção médica imediata. É uma condição comum e potencialmente grave, sendo crucial para residentes e estudantes de medicina dominar seu manejo adequado para prevenir desfechos adversos. O reconhecimento precoce e a aplicação de terapias eficazes são pilares no tratamento. A fisiopatologia envolve broncoespasmo, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco, levando à obstrução do fluxo aéreo. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e a gravidade é avaliada por parâmetros como pico de fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado em 1 minuto (VEF1). A suspeita deve surgir em pacientes com asma conhecida que apresentam piora súbita dos sintomas. O tratamento da crise asmática se baseia em beta2 agonistas inalatórios de ação rápida, glicocorticoides sistêmicos e oxigenioterapia quando indicada. Terapias como fisioterapia respiratória durante a crise e o uso de adrenalina sistêmica não são recomendadas, pois podem ser ineficazes ou até prejudiciais, aumentando o risco de complicações sem benefício comprovado em comparação com as terapias padrão.
As terapias de primeira linha incluem beta2 agonistas inalatórios de ação rápida (como salbutamol) e glicocorticoides sistêmicos (orais ou intravenosos), além de oxigenioterapia se houver hipoxemia.
A adrenalina sistêmica tem um perfil de efeitos adversos maior (taquicardia, arritmias, hipertensão) e não oferece vantagem terapêutica sobre os beta2 agonistas inalatórios, que são mais seguros e eficazes para broncodilatação.
A fisioterapia respiratória é contraindicada durante a fase aguda da crise asmática, pois pode aumentar o trabalho respiratório, a ansiedade e o broncoespasmo, não contribuindo para a melhora da obstrução das vias aéreas.
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