Crise Asmática: Terapias Não Recomendadas e Manejo

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015

Enunciado

As terapias NÃO recomendadas para o tratamento de crise de asma incluem:

Alternativas

  1. A) beta2 agonistas inalatórios de ação rápida em doses de 2 a 4 jatos a cada 20 minutos durante a 1ª hora; nas exacerbações leves de 2 a 4 jatos a cada 3 a 4 horas e nas moderadas de 6 a 8 jatos a cada 1 a 2 horas;
  2. B) Glicocorticoides orais na dose de 0,5 a 1 mg de prednisona/KG ou equivalente durante um período de 24 horas;
  3. C) Fisioterapia respiratória, uso de adrenalina/epinefrina;
  4. D) Oxigenioterapia será necessário se o paciente apresentar hipoxemia;
  5. E) A terapia associada com b2 agonista/anticolinérgico está associada a índices menores de internação hospitalar e a uma melhora do pico de fluxo expirado(PFE) e do volume expirado forçado em 1 minuto (VEF1.0).

Pérola Clínica

Crise de asma: Fisioterapia respiratória e adrenalina sistêmica NÃO são recomendadas.

Resumo-Chave

Na crise asmática, a fisioterapia respiratória pode aumentar o desconforto e a adrenalina sistêmica tem mais efeitos adversos que benefícios em comparação com beta2 agonistas inalatórios. O tratamento foca em broncodilatadores e corticoides.

Contexto Educacional

A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e aperto no peito, que requer intervenção médica imediata. É uma condição comum e potencialmente grave, sendo crucial para residentes e estudantes de medicina dominar seu manejo adequado para prevenir desfechos adversos. O reconhecimento precoce e a aplicação de terapias eficazes são pilares no tratamento. A fisiopatologia envolve broncoespasmo, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco, levando à obstrução do fluxo aéreo. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e a gravidade é avaliada por parâmetros como pico de fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado em 1 minuto (VEF1). A suspeita deve surgir em pacientes com asma conhecida que apresentam piora súbita dos sintomas. O tratamento da crise asmática se baseia em beta2 agonistas inalatórios de ação rápida, glicocorticoides sistêmicos e oxigenioterapia quando indicada. Terapias como fisioterapia respiratória durante a crise e o uso de adrenalina sistêmica não são recomendadas, pois podem ser ineficazes ou até prejudiciais, aumentando o risco de complicações sem benefício comprovado em comparação com as terapias padrão.

Perguntas Frequentes

Quais são as terapias de primeira linha para uma crise asmática?

As terapias de primeira linha incluem beta2 agonistas inalatórios de ação rápida (como salbutamol) e glicocorticoides sistêmicos (orais ou intravenosos), além de oxigenioterapia se houver hipoxemia.

Por que a adrenalina sistêmica não é recomendada na crise asmática?

A adrenalina sistêmica tem um perfil de efeitos adversos maior (taquicardia, arritmias, hipertensão) e não oferece vantagem terapêutica sobre os beta2 agonistas inalatórios, que são mais seguros e eficazes para broncodilatação.

Em que situações a fisioterapia respiratória é contraindicada na asma?

A fisioterapia respiratória é contraindicada durante a fase aguda da crise asmática, pois pode aumentar o trabalho respiratório, a ansiedade e o broncoespasmo, não contribuindo para a melhora da obstrução das vias aéreas.

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