UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Um paciente adentra a Unidade Básica de Saúde em crise de asma. Qual é a melhor conduta frente à situação?
Crise de asma na UBS → Avaliar gravidade, iniciar O2, broncodilatador, corticoide e observar.
Uma crise de asma na Unidade Básica de Saúde exige uma abordagem imediata e sistemática: avaliação rápida da gravidade, início de oxigenoterapia se necessário, administração de broncodilatadores de curta ação e corticoide sistêmico. O paciente deve ser observado até a estabilização, e se houver piora ou sinais de gravidade persistentes, o encaminhamento para um serviço de emergência é mandatório.
A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, que pode ser potencialmente fatal. O manejo rápido e eficaz na Unidade Básica de Saúde (UBS) é crucial para evitar a progressão para quadros mais graves. Residentes devem estar aptos a identificar a gravidade da crise e iniciar o tratamento adequado prontamente. A conduta inicial envolve uma avaliação rápida do paciente, incluindo sinais vitais, nível de consciência, presença de cianose, esforço respiratório e ausculta pulmonar (sibilância ou tórax silencioso, que é um sinal de gravidade). O tratamento deve ser iniciado imediatamente com oxigenoterapia (se saturação < 92%), broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas, como salbutamol, por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador) e corticoterapia sistêmica (oral ou intravenosa). O paciente deve ser mantido em observação na UBS, com reavaliações periódicas da resposta ao tratamento. Se houver melhora e estabilização do quadro, pode-se considerar a alta com orientações e medicação para casa. No entanto, se houver piora clínica, persistência de sinais de gravidade ou ausência de resposta ao tratamento inicial, o paciente deve ser encaminhado com urgência para um serviço de pronto atendimento ou hospitalar, preferencialmente via serviço móvel de urgência (SAMU), para manejo mais intensivo.
Os passos iniciais incluem acalmar o paciente, avaliar rapidamente os sinais vitais, nível de consciência e sinais de esforço respiratório, e iniciar oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação e corticoterapia sistêmica.
A corticoterapia sistêmica é crucial para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir a progressão da crise, devendo ser administrada precocemente, mesmo que seu efeito demore algumas horas para se manifestar.
O encaminhamento é indicado se houver piora do quadro, persistência de sinais de gravidade (cianose, exaustão, tórax silencioso), ou falha na resposta ao tratamento inicial na UBS.
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