Crise de Asma na UBS: Conduta e Manejo Inicial

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021

Enunciado

Um paciente adentra a Unidade Básica de Saúde em crise de asma. Qual é a melhor conduta frente à situação?

Alternativas

  1. A) Acalmar o paciente, monitorizar e chamar o SAMU.
  2. B) Iniciar o atendimento com o Médico de Família, verificando os sinais vitais, nível de consciência, sinais de hidratação, sinais de esforço respiratório, sibilância ou tórax silencioso, presença ou não de cianose. Iniciar oxigenoterapia, terapia broncodilatadora, corticoterapia e ficar em observação na Unidade de Saúde até estabilização do quadro. Se piora, encaminhar ao serviço de Pronto Atendimento via serviço móvel (SAMU).
  3. C) Encaminhar ao pneumologista após estabilização do quadro com broncodilatadores e reforço da urgência da consulta com especialista focal. 
  4. D) Prescrever nebulização domiciliar, broncodilatadora, iniciar corticoide oral e marcar consulta com pneumologista com urgência.

Pérola Clínica

Crise de asma na UBS → Avaliar gravidade, iniciar O2, broncodilatador, corticoide e observar.

Resumo-Chave

Uma crise de asma na Unidade Básica de Saúde exige uma abordagem imediata e sistemática: avaliação rápida da gravidade, início de oxigenoterapia se necessário, administração de broncodilatadores de curta ação e corticoide sistêmico. O paciente deve ser observado até a estabilização, e se houver piora ou sinais de gravidade persistentes, o encaminhamento para um serviço de emergência é mandatório.

Contexto Educacional

A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, que pode ser potencialmente fatal. O manejo rápido e eficaz na Unidade Básica de Saúde (UBS) é crucial para evitar a progressão para quadros mais graves. Residentes devem estar aptos a identificar a gravidade da crise e iniciar o tratamento adequado prontamente. A conduta inicial envolve uma avaliação rápida do paciente, incluindo sinais vitais, nível de consciência, presença de cianose, esforço respiratório e ausculta pulmonar (sibilância ou tórax silencioso, que é um sinal de gravidade). O tratamento deve ser iniciado imediatamente com oxigenoterapia (se saturação < 92%), broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas, como salbutamol, por nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador) e corticoterapia sistêmica (oral ou intravenosa). O paciente deve ser mantido em observação na UBS, com reavaliações periódicas da resposta ao tratamento. Se houver melhora e estabilização do quadro, pode-se considerar a alta com orientações e medicação para casa. No entanto, se houver piora clínica, persistência de sinais de gravidade ou ausência de resposta ao tratamento inicial, o paciente deve ser encaminhado com urgência para um serviço de pronto atendimento ou hospitalar, preferencialmente via serviço móvel de urgência (SAMU), para manejo mais intensivo.

Perguntas Frequentes

Quais são os passos iniciais para atender um paciente em crise de asma na UBS?

Os passos iniciais incluem acalmar o paciente, avaliar rapidamente os sinais vitais, nível de consciência e sinais de esforço respiratório, e iniciar oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação e corticoterapia sistêmica.

Qual a importância da corticoterapia sistêmica no manejo da crise de asma?

A corticoterapia sistêmica é crucial para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir a progressão da crise, devendo ser administrada precocemente, mesmo que seu efeito demore algumas horas para se manifestar.

Quando um paciente em crise de asma deve ser encaminhado para um serviço de emergência?

O encaminhamento é indicado se houver piora do quadro, persistência de sinais de gravidade (cianose, exaustão, tórax silencioso), ou falha na resposta ao tratamento inicial na UBS.

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