Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Pré-escolar de cinco anos, com história positiva de asmas, é atendido em unidade de pronto atendimento com crise de asma moderada grave. As técnicas mais adequadas para administração do broncodilatador são:
Em crise de asma moderada-grave em pré-escolar, spray com espaçador e bocal/máscara ou nebulização com O2 são as técnicas ideais.
Em crianças, especialmente pré-escolares, a coordenação para usar inaladores de pó seco ou sprays sem espaçador é difícil. O espaçador com bocal ou máscara facilita a entrega do medicamento aos pulmões, enquanto a nebulização com O2 garante a oxigenação e a administração eficaz em crises mais graves.
A asma é uma doença crônica comum na infância, e as crises agudas são uma causa frequente de atendimento em pronto-socorro. O manejo eficaz da crise asmática em pré-escolares é crucial para prevenir a progressão da doença e reduzir a morbimortalidade. A escolha da técnica de administração do broncodilatador é um ponto chave, pois a eficácia do tratamento depende da correta entrega do medicamento às vias aéreas inferiores. Em crianças pequenas, a falta de coordenação e a dificuldade em seguir instruções tornam o uso de inaladores de pó seco ou sprays sem espaçador ineficazes, levando à deposição do medicamento na orofaringe em vez dos pulmões. Para pré-escolares, as diretrizes recomendam o uso de broncodilatadores de curta ação (SABA) administrados via spray dosimetrado com espaçador e bocal (para crianças que conseguem vedar a boca) ou máscara (para lactentes e crianças que não cooperam com o bocal). O espaçador otimiza a entrega do medicamento, reduzindo a necessidade de coordenação e aumentando a deposição pulmonar. Em crises moderadas a graves, onde há hipoxemia ou dificuldade respiratória significativa, a nebulização com oxigênio é uma alternativa eficaz, pois garante a administração do broncodilatador enquanto fornece suporte de oxigênio. É fundamental que os profissionais de saúde dominem essas técnicas e saibam orientar os pais sobre o uso correto dos dispositivos. A avaliação contínua da resposta ao tratamento e a monitorização da saturação de oxigênio são essenciais para guiar a conduta. A falha em melhorar com as medidas iniciais pode indicar a necessidade de corticosteroides sistêmicos e, em casos extremos, internação hospitalar para suporte ventilatório. A educação sobre o plano de ação para asma e o reconhecimento precoce dos sinais de piora são pilares na prevenção de crises graves.
Os sinais incluem taquipneia, sibilância audível, uso de musculatura acessória, retração intercostal ou subcostal, dificuldade para falar ou alimentar-se, e saturação de oxigênio abaixo de 92-94% em ar ambiente.
O espaçador melhora a coordenação entre a inalação e o disparo do spray, reduz a deposição orofaríngea do medicamento e aumenta a deposição pulmonar, tornando a administração mais eficaz e com menos efeitos colaterais sistêmicos.
A nebulização com oxigênio é indicada em crises de asma moderada a grave, especialmente quando há hipoxemia (saturação de O2 < 92-94%) ou quando a criança não consegue cooperar com o uso do espaçador. O oxigênio não só veicula o broncodilatador, mas também trata a hipoxemia.
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