Crise de Asma Grave Pediátrica: Manejo na Emergência

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2019

Enunciado

Na Emergência Pediátrica, o tratamento da crise de asma grave objetiva a correção da hipoxemia, a reversão da obstrução ao fluxo aéreo nas vias de pequeno calibre e a prevenção de episódios recorrentes. Com base nessa informação, afirma-se: I - Os ß-2- agonistas inalatórios de ação rápida, quando usados de forma intensiva, podem causar hipoxemia pela vasodilatação pulmonar. II - Os anticolinérgicos podem ser associados aos ß-2-agonistas inalatórios de ação rápida na crise grave, porém eles não são a primeira linha de tratamento. III - A adrenalina injetável é uma opção para crises de broncoespasmo grave. Estão CORRETAS as afirmativas:

Alternativas

  1. A) I e II, apenas.
  2. B) I e III, apenas.
  3. C) II e III, apenas.
  4. D) I, II e III.

Pérola Clínica

Crise asma grave pediátrica: beta-2 agonistas, anticolinérgicos e adrenalina injetável são opções.

Resumo-Chave

Na crise de asma grave, a associação de beta-2 agonistas com anticolinérgicos é fundamental. A adrenalina injetável é uma alternativa para broncoespasmo grave, especialmente se houver anafilaxia ou má resposta à terapia inalatória.

Contexto Educacional

A crise de asma grave pediátrica é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento agressivo para prevenir morbidade e mortalidade. É caracterizada por broncoespasmo, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco, levando a obstrução do fluxo aéreo e hipoxemia. O manejo inicial visa restaurar a ventilação e oxigenação adequadas. A fisiopatologia envolve a contração da musculatura lisa brônquica, edema da mucosa e produção excessiva de muco, resultando em aprisionamento de ar e aumento do trabalho respiratório. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de desconforto respiratório, sibilância e resposta a broncodilatadores. A avaliação da gravidade é crucial para guiar a terapia, observando frequência respiratória, uso de musculatura acessória, nível de consciência e saturação de oxigênio. O tratamento na emergência inclui oxigenoterapia, beta-2 agonistas inalatórios de ação rápida (como salbutamol) de forma intensiva, associados a anticolinérgicos (brometo de ipratrópio) em crises graves. Corticosteroides sistêmicos são essenciais para reduzir a inflamação. A adrenalina injetável pode ser considerada em casos de broncoespasmo refratário ou associado a anafilaxia. Monitorização contínua e reavaliação são fundamentais para ajustar a conduta.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais objetivos do tratamento da crise de asma grave pediátrica?

Os objetivos são corrigir a hipoxemia, reverter a obstrução ao fluxo aéreo nas vias de pequeno calibre e prevenir episódios recorrentes, utilizando broncodilatadores e corticosteroides sistêmicos.

Por que os beta-2 agonistas inalatórios intensivos podem causar hipoxemia?

O uso intensivo de beta-2 agonistas pode causar hipoxemia paradoxal devido à vasodilatação pulmonar, que aumenta a perfusão em áreas mal ventiladas, piorando a relação ventilação/perfusão (efeito V/Q).

Quando a adrenalina injetável é uma opção na crise de asma?

A adrenalina injetável é uma opção para crises de broncoespasmo grave, especialmente quando há suspeita de anafilaxia ou quando o paciente não responde adequadamente à terapia inalatória padrão.

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